A PT tem sido notícia pelas negociações realizadas nos últimos meses, com vista à sua venda. Porém nas últimas 24 horas, uma das maiores empresas em Portugal privou milhares de portugueses de informação online. A causa foi um problema técnico local, na Covilhã. Depois de prejudicar empresas e pessoas desde sexta-feira, só agora a situação está a ser resolvida.

Este pequeno problema, que passou a ter uma grande magnitude, levanta questões importantes acerca da livre circulação de informação.

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Até que ponto é legítimo depender unicamente de uma empresa para dezenas de títulos informativos operarem e funcionarem regularmente em Portugal? Para além da falta de informação nas últimas 24 horas - o que por si só constitui um problema grave-, quantos milhares de euros foram perdidos pelos órgãos de comunicação social pertencentes ao grupo "Cofina" e "Impresa"? Um dos perigos dos monopólios é este mesmo, para não referir a homogeneidade de conteúdos que se verifica na informação em Portugal.

Quando um erro, prejudica milhares.
Quando um erro, prejudica milhares.

"Tivemos um problema técnico que prejudicou um dos nossos sistemas de alojamento na Covilhã, que pertence à PT. Este incidente levou a que vários websites informativos tenham estado indisponíveis nas últimas horas", justificou em comunicado a PT aos órgãos de comunicação prejudicados directamente pelo apagão. Títulos altamente credíveis e que chegam a milhões de portugueses, habitualmente, "não existiram" durante este sábado, tais como: SIC, SIC Noticias, Visão, Sábado, Correio da Manhã, Record, Jornal de Noticias e Jornal I - empresas pertencentes aos grupos "Cofina" e "Impresa".

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A situação já estará a ser regularizada, pelo que neste momento a maior parte dos órgãos de comunicação prejudicados já informaram, através das suas redes sociais, a razão pelo seu "apagão", durante mais de 24 horas. Apesar do pedido de desculpas e de um erro legítimo, este incidente mostrou o problema dos grandes grupos da imprensa portuguesa, que detêm múltiplos títulos. Se algo corre mal, todos serão prejudicados, privando a população de um direito fundamental da nossa democracia, o direito à informação livre e actualizada.

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