Muito se tem falado da qualidade do actual plantel do Sport Lisboa e Benfica, treinado nos últimos seis anos por Jorge Jesus, marcado pela contínua saída dos seus melhores jogadores, dada a necessidade de gerar receitas para equilibrar as contas da SAD. No início da presente temporada, muitos previram grandes dificuldades do Benfica na luta com os seus rivais, principalmente o FC Porto (que investiu como há muito não fazia), em virtude da saída de jogadores como Garay, Rodrigo, Cardozo, Markovic, André Gomes e Oblak. Hoje, a quatro jornadas do fim da época, podemos verificar que o Benfica está muito bem colocado para revalidar o titulo e que, mais uma vez, Jorge Jesus soube contornar as dificuldades impostas pela incapacidade de manter as estrelas.

Sabendo que não passa de um exercício teórico de impossível verificação, questiona-se o que seria o Benfica de Jorge Jesus caso tivesse sido possível evitar a saída continuada de jogadores ao longo das ultimas temporadas. Eis um dos possíveis onzes: Oblak; João Cancelo, David Luis, Ezequiel Garay e Fábio Coentrão; Matic, Enzo Perez, Angel Di Maria e Markovic; Rodrigo e Cardozo. Não discuto que possam surgir inúmeras opções considerando apenas os jogadores transferidos no reinado de Jorge Jesus.

Outros nomes poderiam ser acrescentados à lista: Javi Garcia, Ramires, Pablo Aimar, Javier Saviola, André Gomes, Bernardo Silva e tantos outros que saíram a troco de muitos euros, para ganharem rodagem, por estarem em fim de ciclo ou por decisão técnica. Não seria de estranhar que, com tal elenco, o Benfica se afigurasse como um dos principais candidatos a ganhar tudo a nível nacional e internacional.

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Basta verificar que os referidos jogadores se encontram, hoje, em clubes de topo do Futebol europeu como Real Madrid, Chelsea, PSG, Zenith, Atlético Madrid, Valência ou Mónaco.

Mas a realidade impõe que a cada fim de época o Benfica tenha de realizar vendas que permitam encaixes financeiros significativos para equilibrar o orçamento, atormentado pelo enorme passivo acumulado nas últimas décadas. Pelo que parece absolutamente justo enaltecer o papel do treinador encarnado, que tem demonstrado enorme capacidade para refazer a equipa todos os anos.

Faltam poucas semanas para o fim de mais uma época futebolística e, mais uma vez, o Benfica defronta-se com a inevitabilidade de algumas saídas. Nomes como Maxi Pereira, Nico Gaitan ou Sálvio serão, com toda a certeza, título de muitas notícias relacionadas com transferências e, como o Benfica não é rico, Jorge Jesus, se ficar, será chamado a formar nova equipa que possa alimentar a esperança de milhões de benfiquistas.