O Facebook é a rede social mais conhecida do mundo e, hoje em dia, é um vício para a maioria dos utilizadores. Nela é possível obter todo o tipo de informação através da adesão a páginas sobre diversas áreas, partilhar fotografias com amigos, exibir os presentes que o namorado ofereceu, conhecer novas pessoas, entre outras. Porém, pode ser um meio para dar a entender uma ilusória permanente felicidade e, por consequência, tornar-se numa plataforma com efeitos depressivos.

Sempre que inicia sessão, qualquer um se depara com a felicidade dos outros e sente que falta algo na sua vida.

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Surgem, então, pensamentos deste género: "Mas porque é que a minha vida não é assim?", "Gostava de ser assim tão feliz" ou "Porque é que tenho tantos problemas?". A comparação de nós mesmos a outras pessoas não é saudável e, por isso, o mau estar instala-se, principalmente quando se está mais fragilizado por qualquer motivo.

Um estudo da Universidade de Standford concluiu que esta rede social leva a que se subestime a tristeza dos outros e a se sobrestime a sua felicidade, o que não é benéfico para a auto-estima e para a própria vida.

Além disso, os especialistas afirmam que estes efeitos negativos provocam maior sofrimento nas mulheres do que nos homens.

No Facebook não se partilham maus momentos, o que, tendo em conta que todos têm problemas, acaba por não ser realista. A maioria dos psicólogos opinam neste sentido: "As pessoas preferem passar uma imagem de si próprias confiantes, as melhores fotografias e apenas as componentes positivas e de sucesso da sua vida". E ainda: "No facebook, verifica-se uma tendência natural para as pessoas sobrevalorizarem as suas experiências, autopromovendo-se, com o objetivo de maximizar o impacto que têm nas outras pessoas".

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Por nunca se verem momentos de desespero na vida das outras pessoas, logo se assume que eles não existem e cada um acaba por questionar a sua própria vida, tentando perceber porque é que ela não é tão maravilhosa quanto a dessas pessoas. A longo prazo, este tipo de comportamento conduzirá, muito provavelmente, a uma depressão. Deste modo, é preciso contornar a situação e é possível fazê-lo de várias formas: aderir a páginas de interesse pessoal, partilhar vídeos e imagens divertidas, combinar encontros com amigos… E pensar que enquanto se está com inveja de alguém, outra pessoa está com inveja de nós.