Numa altura em que o Futebol movimenta cada vez mais dinheiro, a realidade dos clubes portugueses não permite o acompanhamento desse cenário e é necessária uma mudança na maneira de compor o plantel. Num passado bastante recente o FC Porto era exímio na contratação de jogadores relativamente prontos para o futebol europeu (Jackson, Falcao, Hulk, James, entre muitos outros) a bons preços.

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Esses jogadores eram mais tarde vendidos com lucros consideráveis, mas agora, devido a vários "obstáculos", nem os preços para a aquisição dos mesmos são tão acessíveis, nem os lucros tão evidentes e generosos. Para alguns o futuro passa por uma aposta na formação.

Visão 611

Em 2006 o clube criou o extinto projeto "Visão 611", que tinha entre outros objetivos a revitalização da formação do clube da cidade Invicta. No entanto, nenhum jogador que tenha passado pelo projeto se encontra atualmente no plantel principal, apesar de Josué o ter feito na época transata e ao que tudo indica Gonçalo Paciência fará parte na próxima.

Vitalis Park, uma das casas do Dragon Force
Vitalis Park, uma das casas do Dragon Force

Há ainda alguns rumores que afirmam que podem estar iminentes os regressos de Sérgio Oliveira e André André ao clube que os formou durante o "Visão 611".

Num passado mais recente e com a recriação da equipa B, na época 2012/13, os Dragões têm tentado uma "nova" abordagem a este capítulo da sua estrutura.

Dragon Force

Destaca-se o projeto Dragon Force, criado em 2010 (durante o "Visão 611"), transversal às várias modalidades do clube.

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Destina-se a jovens dos 4 aos 14 anos e de certa maneira funciona como a escola de formação de futebol do clube neste escalão etário, onde é feita uma "deteção e aperfeiçoamento" dos jovens. Tem atualmente 14 escolas no país e está também presente na Colômbia, país onde o FC Porto tem bastante reputação. Após os 14 anos os atletas são integrados no escalão de sub-15 do FC Porto.

FC Porto B

A ponte entre a formação e o escalão sénior é sem dúvida a equipa B, onde os jogadores que saem da formação portista tem o primeiro "contacto" com o futebol sénior.

São exemplos de jogadores que passaram por este processo F. Maciel, G. Paciência, A. Silva, Rafa, F. Ramos, T. Podstawski e I. Rodrigues (emprestado ao Vitória S.C.). Estes últimos cinco vão representar os sub-20 portugueses no Mundial deste escalão.

Para além desta ligação entre formação e equipa principal, a equipa B também tem outros papéis, nomeadamente a "triagem" de jovens contratados por empréstimo (assim quer o risco, quer o investimento são menores), sendo possível fazer uma avaliação e acompanhamento mais próximo dos mesmos.

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São os casos do sérvio Pavloski, do colombiano Leonardo e do mexicano Gudino; estes dois, ao que tudo indica, serão contratados em definitivo.

Serve também para a adaptação dos jogadores recém-chegados à realidade do clube e do país e para os menos utilizados da equipa principal, como sucedeu com Herrera (época transata), Reyes, Evandro, Campaña, entre outros.

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