Depois da época de regresso à Primeira Liga, que muitos adivinhavam como desastrosa, o Boavista prepara a nova temporada, apostado em melhorar a surpreendente classificação alcançada. Armando Petit renovou contrato e continuará a ser o treinador e no plantel, a julgar pelas recentes notícias, está em curso uma autêntica revolução. Do conjunto anterior foram dispensados alguns jogadores: João Dias, Appindangoye, Lucas, Čech, Julián, Ancelmo e Bobô. Estes dois últimos, brasileiros, não demonstraram categoria para competir ao mais alto nível, pelo que as suas saídas eram evidentes. Já com os restantes, a principal surpresa recai na saída do internacional gabonês, Appindangoye, por ter chegado apenas no inverno e ter vindo a mostrar algum potencial.

Avaliando o restante grupo de atletas da época finda, é fácil prever que muitos terão o mesmo destino. Monllor, Ba, Ervões, Diego Lima, Anderson Carvalho, Gabriel e Pouga estão no fio da navalha, sendo perfeitamente admissível que não façam parte do plantel da próxima época. Se a estes 14 juntarmos Pedro Costa e Fary, que terminaram as suas carreiras, temos mais de metade do grupo de trabalho a ser renovado.

Por outro lado, jogadores como Beckeles e Afonso Figueiredo têm interessados e não devem permanecer no Bessa, engrossando ainda mais a lista de atletas que abandonam o clube.

Em sentido contrário, há um conjunto de jogadores contratados e regressados que farão parte dos trabalhos de pré-época, ainda sem garantias de ficarem no plantel. Alex Junior, internacional haitiano, o central Hackman e o criativo Bukia, todos chegados do Vila Real, são muito jovens e, apesar do valor que já demonstraram, podem não conseguir um lugar nos eleitos.

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Apenas Bukia, dada a sua qualidade inegável, parece reunir as condições para ser uma revelação.

Carraça regressa após empréstimo ao Tondela e deve ficar no plantel, pois Petit já conhece o seu valor. Théo Mendy, avançado que esteve na Oliveirense, volta mas terá dificuldades em ser uma das apostas atacantes para a nova época.

Luís Pimenta, Samu e Abner vêm dos juniores e são valores seguros, devendo fazer parte do plantel, enquanto o jovem chinês Wei pode ver o seu futuro passar por um empréstimo. Wellington e Ibrahima, que iniciarão os trabalhos com os restantes companheiros, serão surpresa se ficarem no Boavista.

Mika, Carlos Santos, Philipe Sampaio, Correia, Tengarrinha, Idris, Brito, Leozinho, José Manuel e Uchebo, salvo alguma novidade, continuarão de xadrez.

Finalmente, os efectivos reforços: Henrique, central português, experiente, Inkoom, lateral internacional ganês, Luisinho, o melhor jogador da Segunda Liga na passada temporada e Uche Nwofor, ponta de lança internacional nigeriano, acrescentam verdadeiramente valor e serão pedras basilares da nova pantera.

Certo é que Petit e restante equipa técnica estão a preparar a nova época atempadamente e a construir um grupo de trabalho de qualidade superior, perspectivando um campeonato a lutar por posições cimeiras. A manutenção parece um objectivo pequeno demais para a nova pantera, que deverá ser um dos principais candidatos aos lugares europeus. Ao que parece, voltaremos a ter Boavistão!