No dia em que se inicia a nova época convém analisar o que se passou na sua preparação. Os três grandes investiram em jogadores, treinadores e staff... mas só um será campeão. Benfica, Sporting e FC Porto vão lutar mais uma vez pelo título da Liga Portuguesa. Veja os pontos fortes e fracos de cada um.

BENFICA

A saída do treinador Jorge Jesus marcará indelevelmente esta pré-época. A escolha de Rui Vitória será uma verdadeira prova de fogo à capacidade de liderança de Luís Filipe Vieira e da “estrutura”, uma vez que os primeiros tempos serão muito difíceis, cabendo à direção assegurar a estabilidade e confiança na equipa técnica.

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Apesar de ainda não ter vencido, e de na Supertaça ter apresentado um futebol medíocre, o campeonato será completamente diferente! Com um menor receio e a confiança crescente que surge com as vitórias, Vitória irá impor as suas ideias e capacidade estratégica.

O plantel será suficiente para as competições internas, contudo não mostra ser capaz de fazer sonhar na Europa. Sorte no sorteio poderá significar alguns milhões; caso contrário, a passagem pela Champions será discreta. Quanto a reforços Carcela, Jiménez e Mitroglou serão mais valias, contudo a solução do Benfica não passa por individualidades, mas antes por um coletivo forte.

FC PORTO

A manutenção de Lopetegui foi uma surpresa. Se por um lado a estabilidade é salutar, por outro, e caso os resultados não surjam, os fantasmas do passado e a desconfiança no técnico voltarão ao Dragão. Dos três grandes, Lopetegui é o que tem menor margem de erro.

O plantel do FC Porto, mais uma vez, perfila-se como o mais forte e com mais soluções. A contratação de André André foi uma aposta sábia e com qualidade. Este jogador trouxe a garra e a vontade que Pinto da Costa pretende no plantel (o verdadeiro camisola 2).

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Casillas foi uma boa operação de marketing, mas não irá trazer algo que Hélton não desse. O efeito “Casillas” sentir-se-á num primeiro momento, mas invariavelmente cairá na “normalidade”. 

Maxi será um acréscimo de valor e experiência ao plantel, dando a raça e querer que o ano passado faltou ao FC Porto, mas é um investimento muito caro tendo em conta a idade e posição que ocupa. Imbula, até pelo seu preço, cria uma expectativa enorme e certamente ser-lhe-á atribuído um papel nuclear no meio campo portista. Pela extensão e qualidade do plantel, a primeira aposta do FC Porto será uma boa campanha europeia, de forma a compensar os gastos efetuados, afigurando-se também como o principal candidato ao título nacional.

SPORTING

Com uma troca de treinador extremamente mal conduzida, Bruno de Carvalho, num “golpe”, procurou enfraquecer o Benfica e aumentar a moral e auto-estima em Alvalade. O primeiro resultado surgiu no Algarve com a vitória na Supertaça.

Jorge Jesus encontrou em Alvalade o local perfeito para colocar em prática tudo o que deseja. Chamou a si toda a atenção e sobre ele cairá todo o sucesso; no entanto se houver insucesso esse será repartido…

O Sporting apresenta um plantel curto, acreditando que a experiência e qualidade de Jorge Jesus serão capazes de assegurar um comportamento competitivo na liga nacional.

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Mas para ser campeão precisa de mais. Com Teo e Ruiz a encabeçar a lista de aquisições, o Sporting torna-se mais acutilante e provido de maior qualidade. 

A pré-eliminatória da Champions será crucial para o orçamento verde e branco, no entanto o CSKA será um osso duro de roer para o Sporting nesta fase da época.

A bola está prestes a rolar e os estádios enchem-se de vontade e esperança mas, como disse João Pinto, "prognósticos só no fim!"