Nos últimos anos, têm sido vários os estudos que procuram avaliar a corrupção no mundo. O estudo mais atual será o da empresa Verisk Maplecroft, responsável por analisar níveis de risco dos governantes/governações, criou uma lista com os 12 países mais corruptos no mundo. O interesse por este tema surge na sequência do escândalo de corrupção na FIFA, que tem sido fortemente debatido e parece mostrar que a corrupção está generalizada em posições de poder.

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O estudo,divulgado no passado mês de Junho, demorou cerca de 2 anos a ser realizado (2012 a 2014) e considera que a República do Congo, a Coreia do Norte e a Somália são os países nos quais os governantes mais recorrem à corrupção, com uma maior duração, com mais gravidade e são, inclusive, os países que mais propaganda fazem à utilização desta prática. Os governantes também têm maior facilidade em sair impunes quando seria esperado que fossem castigados pela sua ação.

Estudos procuram os governantes mais corruptos.
Estudos procuram os governantes mais corruptos.

 

Desengane-se quem pensa que os outros países da lista estão muito distantes dos acima referidos. Logo a seguir, estão presentes a República Centroafricana, o Sudão, o Afeganistão, a Guiné Equatorial, o Iraque, a Líbia, a Birmânia, a Rússia e o Sudão do Sul (por esta mesma ordem).

Num estudo do mesmo género, apresentado em Junho de 2015, a consultora Ernst&Young guiou-se pelas respostas de 3800 entrevistados, de 38 países. Um total de 83% dos portugueses inquiridos acredita que o suborno e a corrupção acontecem de “uma forma generalizada” no país.

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Tendo em conta as opiniões dos entrevistados no estudo, em geral, Portugal fica classificado como o quinto país mais corrupto, no ponto de vista dos seus cidadãos.

No que toca a países europeus, Portugal apresenta-se como sendo o quarto mais corrupto, apenas ultrapassado pela Croácia, a Eslovénia e a Sérvia.

Estes dados dão que pensar. Tiago Mota Saraiva, que escreve a sua opinião para o Jornal i, sublinha que “a perceção reinante de que, apesar de todos estes casos, os poderosos se vão safando introduz-nos um segundo elemento igualmente preocupante.

A impunidade não só afeta o respeito dos cidadãos pelas instituições da República e da democracia como torna estrutural e moralmente toleradas pequenas e generalizadas práticas de corrupção.”

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