Como para qualquer cidadão comum, verão é tempo de férias e de dias passados à beira-mar. Ontem, dia 5 de Agosto, uma manhã de sol convidava a um dia de praia ou de passeio junto ao mar. Qual não foi o espanto de muitos ao observar o mar: era visível uma grande mancha de sujidade que acompanhou grande parte das praias do grande Porto, e mais em concreto, Matosinhos.

Matosinhos é conhecido por diversas praias, umas mais frequentadas que outras e que se estendem por vários quilómetros. Também é do conhecimento de qualquer morador da região que a orla costeira tem sido uma preocupação do município e que, além da manutenção das praias com condições agradáveis, foi edificado há alguns anos um longo passadiço que percorre todas as praias e que convida ao passeio seja de verão ou mesmo em dias mais amenos de inverno. 

Ontem, ao contrário de grande parte das manhãs dos últimos dias, não existia o persistente nevoeiro de início de dia que muitas vezes obriga as pessoas a optarem por outros destinos que não as praias da região.

É compreensível que, para qualquer pessoa que opte por "férias em casa", ao abrir a persiana logo de manhã e observar um lindo dia de sol, decida desde logo deslocar-se à praia.

É lógico que muitos se deslocaram à praia e que lá permaneceram durante a manhã ou mesmo todo o dia. Mas, sinceramente, ninguém deve gostar de trocar a vista de um imenso mar azul para um imenso mar mas com manchas acastanhadas. Sei que nem sempre é possível evitar situações como esta (já vistas em outras zonas do país), mas numa época em que se fala tanto de problemas ecológicos e preocupações ambientais, será que não é possível aumentar a fiscalização? Não se trata apenas de visionar um mar manchado e menos bonito à vista, mas sim um eventual problema de saúde pública.

O mais certo é este tipo de situações estarem relacionadas com navios de carga que, em mar alto, na sua maioria, realiza acções de limpeza.

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Apesar de tais situações não ocorrerem junto à costa, o certo é que o mar "despeja" toda a sujidade e poluição na costa. O que poderemos fazer de futuro? Estar mais atentos para poder fiscalizar e evitar situações semelhantes.