O aumento exponencial de ataques contra refugiados na Alemanha tem sido motivo de preocupação por parte do ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière. De acordo com a Agência Lusa, só no presente ano já ocorreram 490 ataques xenófobos na Alemanha.

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País este que é o abrigo para muitos desamparados que percorrem quilómetros de fuga e medo. O ministro aponta ainda como grande motivo de preocupação o facto de dois terços dos suspeitos destes ataques serem cidadãos da região e que, até ao momento, possuíam o cadastro limpo.

A Europa enfrenta uma vaga de refugiados que não parece acabar tão cedo. São milhares de pessoas que todos os dias lutam por atravessar as nossas fronteiras rumo a uma vida melhor, mais calma.

Refugiados recusados por grande parte da Europa.
Refugiados recusados por grande parte da Europa.

Mas não passa de uma ilusão. Estamos perante uma Europa dividida. Uma Europa que não tolera a diferença e que não parece querer aceitar os Direitos humanos.

Estas pessoas fogem permanentemente da guerra e estão a meter-se noutra. Porque não são bem-vindas, porque são vítimas de racismo, de ataques contra a sua dignidade e não só. A realidade é esta: Uns aceitam-nos, outros não só não os aceitam como os tentam matar. Temos uma Europa constituída por remos divergentes.

Os cidadãos associam frequentemente os refugiados a pessoas sem princípios e delinquentes que nos vão destruir e atacar as nossas instituições.

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Todavia, o que mais se tem assistido, até agora, é exatamente o contrário: ataques contra refugiados, contra as suas já precárias condições. Nós não estamos a viver uma situação fácil, mas será que lutar contra seres humanos vai resolver alguma coisa?

Lutemos pelos nossos direitos, lutemos pelos nossos empregos e ajudemos quem precisa. Só unidos é que somos uma Europa. Um todo coeso e coerente. Temos, obviamente, medidas a tomar e os governos têm de gerir a situação da melhor maneira possível para que o caos (ainda maior que o que já existe) não se instaure.

Claramente não podemos acolher todos os refugiados que nos batem à porta, mas não fomentemos ainda mais o ódio aos que cá entram. São seres humanos.

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