Há vários tipos conhecidos de correlação que podem ser postos em prática na vida quotidiana. Existe, por exemplo, entre as condições de seca e a produção agrícola, ou ainda mais conhecida a correlação que existe entreo azeite e a saúde. Num estudo recente efetuado a cerca de 7600 pessoas ao longo de 5 anos, a conclusão é que as pessoas que consomem mais azeite têm menos ataques cardíacos, logo é possível estabelecer uma correlação entre o consumo de azeite e a saúde cardíaca.Não é de estranhar ver-se assim títulos jornalísticoscomo "Investigadores descobrem que consumo regular de azeite pode ajudar a prevenir ataques de coração".

Jornalismo abusivo; desinformação

Mas existem também outros exemplos que se podem considerar mais estranhos e difíceis de entender.Por exemplo se lêssemos num jornal "os hospitaissão umdos locaismais perigosos do Mundo!", iríamos ficar confusos certo? Mas isto apenas é uma correlação extraída de um estudo recente que mostra que uma grande parte das pessoas morre em instalações hospitalares. Mas tal não seria mais quejornalismo desinformativo e enganoso.

E porquê? Porque é normal que assim seja; porque as pessoas recorrem aos hospitais em situações de acidente ou debilidade, logo é muito normal que grande parte destas pessoas acabe por morrer no hospital.Mas é claro que isto não faz do hospital o sítio mais perigoso do mundo.

Nas redes sociais também é frequente encontrar publicações do género«: "O Cconsumo de chocolate torna as pessoas mais inteligentes"; "Não tomar o pequeno almoço engorda"; "Homens de testículos pequenos são melhores pais";

Embora este tipo de afirmações possa ser baseado em estudos credíveis, quem extraiu estas conclusões e escreveu estes títulos das notícias, apenas só quer que a noticia tenha mais impacto e por isso exagera no título, eestetambém é um tipo de jornalismo um pouco "estranho".

Resumindo: Temos de ter muito cuidado com aquilo que lemos pois as correlações são frequentemente usadas para extrair conclusões que àprimeira vista podem parecer razoáveis, mas que na verdade podem muito bem estar erradas.Por isso da próxima vez que ler"O chocolate emagrece" não confie totalmente.O mais natural é que a conclusão tenha sido algo como "encontramos uma curiosa correlação entre o consumo moderado de chocolate e a perda de peso" e a frase que lhe chegou tenha sido"está cientificamente provado que o chocolate emagrece!"

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