Os chamados "patrulheiros" da GNR e/ou da PSP são aqueles que patrulham, aqueles que mais riscos correm, os que dão sempre a cara nos primeiros momentos de qualquer ocorrência e seja ela de que natureza for! São aqueles que chegam primeiro às desordens, aos assaltos, aos suicídios, às violações e afins. São os que acorrem aos mais diversos crimes, desde os mais simples aos mais complicados, são aqueles que pedem reforços e que informam os colegas do que vão encontrar e assim fazem com que esses reforços já venham preparados para o que vão encontrar e possam entretanto delinear a forma de agirem no terreno.

Essas informações são vitais para o sucesso de uma operação, que obviamente numa primeira abordagem os "patrulheiros" não possuem.

Quando são chamados e se deslocam para os locais das ocorrências quase nunca possuem as informações e dados necessários para enfrentarem os problemas; muitas vezes deparam-se com situações verdadeiramente inesperadas e perigosas, para as quais não iam minimamente preparados, e que mesmo assim conseguem enfrentar e resolver. Quando chamam reforços, na maior parte das vezes já têm tudo minimamente controlado à chegada deles.

Apesar de infelizmente existirem alturas em que não são suficientes para resolverem os problemas, pois são apanhados à traição e nada podem fazer, tal como aconteceu há pouco tempo na Quinta do Conde com o Nuno Anes.

Visto que as ocorrências, por mais simples que pareçam, podem sempre ter escondidos armadilhas e perigos vários, um "patrulheiro" nunca deveria deslocar-se sozinho a uma ocorrência, pois sozinho fica muito mais vulnerável perante situações que a qualquer momento podem complicar-se e mesmo colocar o próprio agente em risco.

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Já para não falar no uso de equipamentos adequados, tais como de coletes balísticos, que deveriam ser sempre obrigatórios, pois eles podem fazer toda a diferença entre a vida e a morte do "patrulheiro" ou de qualquer outro policia.

Tal como o uso da arma; depois de Hugo Ernano, todos pensarão mil e quinhentas vezes antes voltarem a usar uma arma. Mas será que essa mesma arma também não lhes poderá servir para salvar a própria vida deles e a de muitos outros?? Claro que sim..,

Mas se um "patrulheiro" agride ou é obrigado a matar um criminoso, mesmo que para defender a sua própria vida ou a vida de terceiros em perigo, a vida dele pode tornar-se um inferno e pode até ser expulso...mas se um criminoso agride ou mata um #Polícia não se passa nada, é apenas só mais um "patrulheiro" que morre no cumprimento do dever.