Hugo Ernano é um militar da GNR que, em 2008, de forma acidental,acidental, atingiu mortalmente um menor no interior de uma viatura, durante uma perseguição policial.A perseguição aconteceu após o assalto a uma vacaria, em Santo Antão do Tojal, concelho de Loures, depois do pai do menor ter desrespeitado a ordem policial dada por Hugo Ernano para parar,e de ainda ter tentado atropelar propositadamente o militar da GNR em questão, colocando a segurança e a vida dele em risco.O menor que ia no interior da viatura em fuga, era filho do próprio condutor e tinha sido levado pelo mesmo, para um assalto.

Convém ainda recordar que o pai do menor era um evadido da Cadeia de Alcoentre, onde estava a cumprir pena por roubo e agressões a pessoas de terceira idade, segundo informações da própria comunicação social.

Hugo Ernano e os seus camaradas de patrulha desconheciam por completo que um menor viajava também naquela viatura, em fuga a alta velocidade por ruas estreitas e perto de habitações, colocando em perigo várias pessoas, incluindocrianças. Quem poderia imaginar que um pai levasse o próprio filho para um assalto?

Foi um dos disparos dados para as rodas traseiras da viatura, para tentar imobilizar a mesma , que acabou por atingir o menor, infelizmente.

Evidentemente que se o pai fosse cuidadoso, protector e se preocupasse minimamente com a segurança do filho, nunca teria levado o jovempara um assalto.

Quer queiram, quer não, o pai foi, e em muito, culpado do que aconteceu com o filho, ele colocou deliberadamente o filho em perigo e em risco de vida, e no entanto nem sequer respondeu por isso!Em contrapartida, o Tribunal de Loures ainda o "premiou" com uma indemnização milionária; levou o filho para o perigo e para a morte, e ainda ganhou dinheiro!

O mesmo Tribunal de Loures, além de decretar a indemnização milionária ao pai que levou o próprio filho para um assalto, condenou o militar da GNR a 9 anos de cadeia. A sentença tornou-sea maior pena alguma vez atribuída a um elemento das Forças de Segurança em Portugal.

Adefesa do militar recorreu posteriormente para o Tribunal de Relação, e viu a sentença alterada e a indemnização reduzida. A Relação determinou que a pena passasse para 4 anos em pena suspensa e reduziu o valor da indemnização.Mas a acusação, não satisfeita e porque o que lhe interessava era mesmo conseguir mais dinheiro, recorreu ao Supremo, e viu a indemnização ser aumentada.

Hugo Ernano recorreu ainda ao Tribunal Constitucional, mas este nada alterou, e assim terminou, em Portugal, a sua luta inglória por justiça. Justiça que lhe é merecida, pois ele apenas cumpriu o seu dever.Resta-lhe agora o Tribunal Europeu, a sua última oportunidade para tentar obter finalmente a justiça que os tribunais portugueses lhe negaram.

Mas recorrer ao Tribunal Europeu exige custos elevados, pelo que Hugo Ernano precisa mais uma vez da ajuda de todos.O militar da GNR relata todo o seu caso na primeira pessoa no livro "Bala Perdida." Os direitos de autor revertem para ele e irão ajudar a custear todo o processo.

Quem comprar o livro, estará também a ajudar o Hugo Ernano.

Também é possível ajudá-lo através de uma conta solidária, criada por camaradas e amigos dele, por mais pequena que seja, a contribuição será sempre grande! Mais pormenores estão página de apoio oficial ao Hugo Ernano no Facebook: "Vamos apoiar Hugo Ernano".

Além de ser um excelente profissional da GNR , mais especificamente do GIOP (Grupo de Intervenção e Ordem Pública), esse militar éum ser humano magnífico, com um grande humanismo e um enorme espírito de solidariedade, que como tal merece todo o nosso apoio.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo