Este domingo, (17 de abril), na TVI, foi apresentada uma excelente reportagem relativa aos polícias denominada "Encruzilhada", que, sem medos, apresentou testemunhos arrepiantes e revelou verdades do mundo dos polícias, que muita gente desconhecia até agora e que nem sequer imaginava.

E na verdade, eles vivem mesmo várias "encruzilhadas" ao longo da vida pessoal e profissional, e infelizmente, por vezes, revelam-se mesmo fatais, quer pelo suicídio quer pela morte em serviço. Inacreditável o que os meus olhos viram, e os meus ouvidos escutaram!

Testemunhos arrepiantes de agentes da PSP e de militares da GNR que me deixaram chocada, transtornada e revoltada.

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A mim, e certamente a todos aqueles que como eu viram a dita reportagem. Impossível ficarmos alheados a uma realidade tão agressiva e desumana.

Polícias que vivem em condições pouco dignas e desumanas, em camaratas indignas de homens que dão a vida por nós se preciso for para nos proteger e defender!! Os criminosos têm celas nos estabelecimentos prisionais com melhores condições do que eles. Aliás, os reclusos até têm comida, cama e roupa lavada. Irónico, não é?? Os criminosos têm condições muito melhores do que aqueles que combatem o crime!

Polícias que, por cumprirem o dever, são processados, julgados, condenados e ficam com as suas vidas destruídas.

Polícias que têm que se sujeitar a que os próprios colegas façam peditórios para serem ajudados, onde estão os serviços sociais da PSP e da GNR??

Não é a ensinar a fazer uma sopa e a fazer o almoço ou o jantar que os ajudam! Em vez disso, ofereçam-lhes refeições mais baratas. Ofereçam um subsidio para ajuda de custos a quem está a trabalhar a quilómetros de distância dos seus locais de origem.

Polícias que se vêem afastados das suas famílias porque os pedidos de transferências são indeferidos, uns atrás dos outros.

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Qual será o problema de colocar os agentes da PSP e os militares da GNR nas zonas a que pertencem respectivamente? Apenas ficariam a ganhar, e motivariam muito mais estes homens e mulheres. E talvez evitassem que muitos entrassem em depressões profundas e ficando mesmo em risco iminente de suicídio. A família é o pilar de um indivíduo, e sempre que esse mesmo pilar é ameaçado, o indivíduo fica também ameaçado e o desmoronamento pode acontecer!

Não se admite que esses homens e mulheres que diariamente convivem com criminosos de toda a espécie, que sofrem pressões das ocorrências propriamente ditas e até da própria instituição e superiores, não tenham um apoio psicológico adequado! Isso é inacreditável, pois um acompanhamento adequado poderia evitar que os agentes colocassem termo á vida.

E realmente, a arma deles, que deveria ser "amiga de defesa", acaba  por ser o carrasco deles, bem adequada a frase vista na reportagem em questão: "maldita pistola"!!

Os agentes da PSP e os militares da GNR são homens e mulheres que juraram, um dia, perante a bandeira nacional, proteger, defender e honrar todos os portugueses, mesmo com o custo da própria vida se necessário for. E a eles, afinal, quem os protege? quem os defende? quem os honra?? Perguntas que realmente eu, como simples e mera cidadã, gostava de ver respondidas!!

O MAI afirma estar dentro da realidade policial, mas o que é certo é que nada de concreto ainda foi feito.

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E não se compreende mesmo, como é que até agora (24 horas após a emissão da reportagem), a direcção nacional da PSP e a ministra da administração interna continuam em silêncio e nada dizem...