Segundo a edição de hoje (15 de abril) do Correio da Manhã, 400 agentes da PSP que trabalharam durante 8 horas durante os festejos da Passagem de Ano, no Terreiro do Paço, em Lisboa, ainda não receberam o dinheiro que lhes pertence. Cem euros é o valor que cada um tem ainda para receber. 

O pagamento da segurança na Passagem de Ano ficou a cargo de uma empresa e da Câmara de Lisboa, sendo o custo o total a quantia de 43 mil euros. Aparentemente a empresa já liquidou a sua parte em fevereiro.

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Mas falta no entanto a autarquia pagar os restantes 21 623€ à Polícia de Segurança Pública(PSP).

Esse dinheiro apenas chegará aos vencimentos dos polícias quando o valor total chegar à Direção Nacional da PSP, pois essa mesma instituição só processará o dito pagamento quando a Câmara saldar a dívida pendente.

Mário Andrade, o presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), defende uma alteração no pagamento dos serviços remunerados, como no caso das horas de trabalho na Passagem de Ano.

Agente da PSP no Terreiro do Paço
Agente da PSP no Terreiro do Paço

O mesmo diz ainda ao Correio da Manhã que "nestes casos faz todo o sentido haver um pagamento antecipado dos serviços. Este trabalho teve um orçamento. O valor era conhecido. Devia ter sido paga uma caução quando se soube quanto dinheiro ia ser atribuído. Há muito que a solução passa pelo pagamento de cauções".

O mesmo representante do SPP, ainda relativamente ao facto de a Direção Nacional da PSP só pagar quando a dívida for liquidada na totalidade, considera também que deveria ser logo entregue aos polícias metade desse valor.

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"Todos os polícias trabalharam 8 horas nessa noite, o que equivale a dois gratificados. A solução podia passar por pagar só um, mas a verdade é que os polícias ainda esperam o que é deles".

A Câmara de Lisboa foi entretanto questionada sobre o não pagamento aos polícias, mas tudo indica que não terá sido obtida nenhuma resposta.

Para trabalharem na Passagem de Ano, esses mesmos polícias deixaram em segundo plano a segurança dos próprios familiares, deixando-os em casa, para irem manter a segurança de outras famílias e de outras pessoas.

Por isso, se eles trabalharam, obviamente que é de todo merecido que recebam pelo trabalho que efectuaram.

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