Uma das áreas também dignas de registo na Polícia da Segurança Pública (PSP) é a dos negociadores. Os negociadores da PSP são homens e mulheres que trabalham para a polícia e são chamados sempre que ocorre uma situação de barricados, com ou sem reféns, ou ainda tentativas de suicídio com arma de fogo. A arma destes polícias é a menos letal, mas a mais persuasiva: é a palavra.

Eles têm como principal missão salvar a vida dos prováveis reféns, mas igualmente a do sequestrador ou do barricado e, muito importante, evitar ainda que venham a existir baixas nas fileiras da PSP.

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Eles têm o dom das palavras e usam-nas de forma irrepreensível e bastante persuasiva como arma, para fazer com que o suspeito se renda de forma pacífica e causando assim o mínimo de prejuízos.

O processo de uma negociação pode demorar minutos, horas ou até mesmo dias.

Mas por vezes a boa vontade e determinação destes negociadores não conseguem ter êxito e, infelizmente, esse processo nem sempre termina da melhor forma. Quem não se lembra do caso do sequestro no banco BES?

A arma dos negociadores da PSP é a palavra
A arma dos negociadores da PSP é a palavra

Acabou com um dos sequestradores morto e o outro ferido!

Os negociadores da PSP conseguiram nos últimos anos salvar mais de 100 vidas, algumas vezes arriscando mesmo a própria vida deles.

Eles são aproximadamente 50 em todo o território português.

Segundo a edição do Jornal de Notícias de hoje (27 de maio), desde 2003 que a Equipa Central de Negociação da PSP esteve envolvida em 124 situações. E, felizmente para todos, em quase 87,8 % dos casos, apenas com o poder da comunicação, apenas com as palavras e sem disparar um único tiro, conseguiram resolver as situações, acabando sempre com o chamado opositor a entregar-se pacificamente e livremente.

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Além de polícias, estes negociadores da PSP são autênticos psicólogos, que apenas com as palavras que usam conseguem dissuadir os opositores, aproveitando o poder das mesmas para os levar a renderem-se e a entregarem-se pacificamente.

Mas temos que recordar sempre que esses polícias também são gente, também são seres humanos; e que, acima de tudo, também têm os mesmos sentimentos das outras pessoas, o que por si só acaba por ser uma mais-valia quando precisam de enfrentar os seus opositores.

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