Para os antigos estudantes que estão geograficamente longe de Coimbra, a divisão entre OAF e SF é, na melhor das hipóteses, invisível, e na pior, uma bizarria. No início deste século, há cerca de 15 anos, a Académica andava arredia dos principais interesses dos estudantes, como já falámos aqui. Muitos dos que passaram por Coimbra, e habitualmente até acompanham futebol, nem sequer têm grande noção da presença, hoje em dia, da Secção no Campeonato de Portugal (antes CNS, antes II Divisão B).

Publicidade
Publicidade

Por vezes parece que a antiga rivalidade entre Académica e União foi substituída por uma nova, entre o Organismo e a Secção. Segundo se ouve e vê em caixas de comentários, os miúdos já afirmam "sou da Secção" e "sou do OAF". Resolver este problema é urgente. Não ganhamos nada em prolongá-lo.

A solução já foi apresentada por Fernando Pompeu e esperamos que possa ser debatida na Assembleia Geral. Não dispensando a sua leitura completa, que se pode encontrar pela internet e no perfil Facebook de Fernando Pompeu, é uma proposta de integração das duas estruturas de futebol e as duas instituições.

Publicidade

Se existirem outras propostas, óptimo. O que interessa é resolver esta situação, agora, imediatamente. Não só por causa do futebol, mas também pela marca Académica.

A sério: quem está longe não consegue acompanhar estas minudências políticas e sociológicas de Coimbra, não entende nem quer entender. Ao longe, só vemos a Briosa, que é grande; o OAF e a SF são pequeninos.

Um exemplo: há uns tempos, aqui de longe, ouviram-se falar de umas historietas sobre o futsal, um pingue-pongue de comunicados, acusações e não-sei-o-quê da utilização do pavilhão Jorge Anjinho. Não sabemos e pouco nos interessa: a única coisa que interessa é que a Académica deixou de ter futsal.

O OAF como um instrumento

Ouvem-se críticas segundo as quais o OAF "foi tomado por vigaristas", "representa uma elite de Coimbra desligada da cidade", "só lá jogam filhos de empresários", "é só mentiras, vaidades e negociatas da construção civil" e que "a verdadeira Académica é a Secção". Para quem viveu Coimbra e passou ao lado do futebol, o OAF não é uma causa ou um fim: é um meio, um instrumento para que a Académica possa ter futebol profissional ao mais alto nível. Se não gostamos do seu funcionamento, há que participar nela para mudá-la. A DG/AAC não tem como missão a prática de futebol profissional.

Quem esteve no Jamor em 2012 despreza as afirmações de que "a Académica nunca mais ganhou a Taça depois de 1939."

A SF como outro instrumento

Ouvem-se críticas segundo as quais a AAC não tinha o direito de praticar futebol e que a SF é uma espécie de usurpação. Não sei porque é que alguém na AAC tenha sentido a necessidade de, por exemplo, abrir escolinhas se já existiam (??) as do OAF. Será um sintoma do tal afastamento do OAF em relação à cidade?

Publicidade

Não sei nem me interessa. Visto de longe, o que me interessa é que a Secção tem feito um bom trabalho, e que a sua equipa sénior só está um escalão abaixo da do OAF. Na época 2014/2015, estava 3 escalões abaixo.

Uma só Académica

Uma Académica que esteja ligada à cidade, ligada à Universidade, presente no dia-a-dia dos estudantes, que seja parte da AAC, ligada aos antigos estudantes, que seja envolvente e dinâmica, não pode ser uma Académica dividida em duas.

Publicidade

Talvez o OAF pudesse resolver os seus problemas sem a SF, mas estamos a falar de mais do que isso: é de cuidar da marca, em Coimbra, no país e no mundo. A culpa era de JES? Das direcções anteriores? Também não interessa. O momento é agora. Por favor, não deixemos que esta palermice continue.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo