Na noite de quinta-feira (11 de agosto) pelas 20.00 horas, no interior de um comboio Intercidades que fazia a ligação Lisboa-Porto, próximo da estação de Aveiro, um Polícia que se encontrava de folga foi agredido por dois jovens, de 19 e 20 anos. Esse agente, pertencente à esquadra de Carnaxide, do Comando Metropolitano de Lisboa, ao presenciar os distúrbios entre os dois indivíduos que não tinham comprado bilhete e o revisor da CP, tentou prontamente repor a tranquilidade e normalidade dentro do comboio, mas acabou por ser agredido com socos, após ter dado ordem para eles pararem com o ruído.

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Foi o próprio revisor quem terá solicitado a intervenção da esquadra da PSP de Aveiro, que prontamente enviou dois agentes para a Estação de Aveiro. Quando o comboio parou na estação, os agentes entraram na composição e imobilizaram de imediato os agressores, procedendo à detenção dos mesmos.

A PSP de Aveiro confirmou ainda ontem (12 de agosto) que os jovens agressores do agente policial já se encontravam detidos. Ao que parece, e ainda segundo a própria PSP de Aveiro, os detidos não tinham consigo bilhete de comboio.

Ainda lhes foram apreendidos vários telemóveis, relógios, tablets, um canivete, entre outros artigos, por existir a forte suspeita de proveniência ilícita.

Entretanto, o polícia agredido teve mesmo de receber tratamento hospitalar, mas como o seu estado não inspirava maiores cuidados, não necessitou de ficar internado e teve alta.

Tudo indica que os dois detidos são naturais daquele concelho. Estão desempregados e sem residência fixa e terão passado mesmo a noite nas instalações da polícia. Ambos foram presentes, ontem à tarde (12 de agosto), ao juiz do Tribunal de Aveiro, para lhes serem aplicadas as respetivas medidas de coação.

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Um agente da PSP, em dia de folga, tentou repor a ordem e manter a segurança de todos e acabou ele próprio agredido. Digam o que disserem, os polícias são polícias sempre, quer estejam de serviço ou não, pois mesmo quando não estão a trabalhar não conseguem ficar impávidos e serenos quando presenciam situações de desordens, violência ou assaltos.