Já era do conhecimento público que Pedro João Dias, o alegado homicida de Aguiar da Beira, tinha tido treino militar na África do Sul. Mas agora também já se sabe que ele nasceu em Angola e que tem dupla nacionalidade. Ainda terá pensadona possibilidade de ir viver para lá, um pouco antes de ter começado a trabalhar na África do Sul.

No dia 12 de outubro as autoridades, através do SIRENE (gabinete de segurança interna para todo o território europeu), emitiram um mandado de detenção europeu para capturar o alegado responsável pelobanho de sangue em Aguiar da Beira, que tinha acontecidono dia anterior.

Esse é o procedimento normal quando há uma grande probabilidade de os suspeitosconseguirem sair do país.

Foi ainda pedido em simultâneo ao Ministério Público a emissão de mandados de captura internacionais. Se o suspeito for capturado fora do país, as autoridades desse paísserão obrigadas aentregá-loàs autoridades portuguesas no prazo máximo de 60 dias.

Mas na última semana a Polícia Judiciária (PJ) parece não ter nenhuma pista credível relacionada com o paradeiro do Pedro Dias

Os únicos indícios realmente credíveis foram encontrados no sábado passado (22 de outubro) numa quinta em Paços, Sabrosa, numa casa onde o alegado homicida de Aguiar da Beira terá mesmo feito refeições e até visto televisão.

É por isso que a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a PJ permanecem ainda nessa zona a fazer vários patrulhamentos.

As autoridades aguardam actualmente o surgimento de novos indícios e prosseguem com todas as investigações ligadas ao homem mais procurado de Portugalnessa zona.

Diversos furtos ocorreram, nomeadamente de um jipe e assaltos a casas abandonadas. Inúmeros avistamentos foram comunicados às autoridades, mas no entanto a PJ não confirmou se realmente foi mesmo Pedro Dias, de 44 anos, a efectuar esses furtos.

Alguns amigos do alegado homicida, que terá baleadoquatro pessoas a 11 de outubro, aproveitaram a presença das televisões e deixaram o apelo paraque ele se entregue.

Baleou quatropessoas; duas delas perderam mesmo a vida e as outras duas ficaram feridas com gravidade. E até hoje continua em fuga... Convém relembrar que dois dos baleados eram militares da GNR; um morreu e o outro conseguiu sobreviver quase por milagre.

Mais uma vez, agentes de autoridade ficaram feridos e até perderam a vida no cumprimento do dever.

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