Pedro Dias, de 44 anos, é oriundo da África do Sul, mas residente em Arouca. Ao fim de 28 dias em fuga às autoridades, após ter alegadamente baleado mortalmente um militar da GNR e um civil, deixando gravemente feridos mais um militar e uma civil, entregou-se na terça-feira à Polícia Judiciária (PJ), em Arouca. Mas a sua entrega às autoridades foi feita sob um enorme mediatismo, com a presença de representantes de um jornal de Coimbra, de três advogados e das câmaras da RTP.

Encontra-se agora oficialmente acusado da autoria material de dois crimes de homicídio qualificado, três de homicídio qualificado na forma tentada, três de sequestro e um de roubo.

Certamente por isso, o juiz, após o 1.º interrogatório judicial ao arguido, optou por decretar a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva, decisão essa da qual os advogados de defesa já avisaram que irão recorrer.

Transferência para Monsanto

Logo após ter sido decretada a prisão preventiva, Pedro Dias regressou ao estabelecimento prisional da Guarda. Mas, após ter sido verificado que não se reuniam todas as condições para assegurar a segurança necessária num determinado espaço do próprio arguido e dos restantes reclusos, foi decidida a sua transferência para o Estabelecimento Prisional de Monsanto, considerada uma cadeia de alta segurança.

O arguido já lá se encontra, em cela individual, com apenas 1 hora por dia de recreio e com direito a 2 telefonemas diários, sendo que um deles terá de ser obrigatoriamente para os seus advogados.

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E cada telefonema nunca poderá exceder os 5 minutos.

Encontrado o Land Rover

Foi este sábado (12 de Novembro) encontrado pela Polícia Judiciária (PJ) o Land Rover Defender 110, alegadamente roubado por Pedro Dias, cuja matricula era 29-BL-24. Jipe esse que tinha desaparecido da Quinta do Portal em Celeirós do Douro, Sabrosa, e que terá sido usado pelo agora arguido, durante algum tempo, na fuga. Encontrava-se estacionado, embrenhado na vegetação, num trilho algures em Moldes, Arouca.

Agora que o jipe já foi encontrado, as autoridades prosseguem à procura das duas armas que terão estado em poder do alegado homicida de Aguiar da Beira naquele dia fatídico. Pedro Dias deveria já ter em sua posse uma pistola 6,35 mm, com a qual alegadamente terá baleado mortalmente o 1.º militar da GNR; posteriormente, terá retirado a Glock a um dos militares, e terá sido mesmo com essa arma que terá ainda baleado o 2,º militar da GNR e os dois civis (um dos quais veio a morrer). A Glock é uma das armas usadas pelas Forças de Segurança.