A Polícia de Segurança Pública de Setúbal prendeu um homem de 52 anos pelo crime de burla. Os alvos eram preferencialmente pessoas idosas e o método era muito simples: o suspeito fazia-se passar por funcionário da EDP, dirigindo-se às residências dos clientes, com documentação onde constava a identificação do titular do contrato. Posteriormente coagia as vítimas a pagar um valor monetário (cerca de 45 euros), para cobrir a despesa de uma suposta substituição de contador que ficaria agendada para mais tarde, sob pena de pagamento de pesadas multas.

O burlão abandonava o local com o dinheiro e o contador nunca seria substituído.

O caso foi desvendado quando uma vítima de 76 anos, após ter realizado o pagamento, estranhou o procedimento e deslocou-se a uma loja EDP para pedir as devidas informações.

Aí foi elucidada por parte da empresa de que não estaria prevista qualquer intervenção por parte da EDP na sua residência e que o documento que transportava estaria falsificado.

A PSP teve conhecimento do caso e procedeu à sua investigação. O homem foi identificado após diligências realizadas pela PSP e já possuía antecedentes criminais por burlas, fazendo desta prática modo de vida.

O burlão acabou por ser presente em Tribunal onde, face à gravidade das ocorrências, lhe foi aplicada a medida de coacção de prisão preventiva.

Os idosos: desprotegidos ou esquecidos?

Continua a saga do aproveitamento de pessoas sem escrúpulos que utilizam a vulnerabilidade dos idosos para proveito próprio e que muitas vezes saem impunes, o que felizmente não se verificou neste acontecimento. Apesar do especial cuidado na informação e alerta por parte das forças de segurança às pessoas de idade mais avançada, a verdade é que é notória a falta de protecção desta faixa etária, bem como a facilidade em adquirir rentabilidade à custa da ingenuidade e boa vontade destas pessoas.

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Neste caso, a pronta acção por parte da PSP, através de uma investigação célere, permitiu alcançar o responsável num curto espaço de tempo, fazendo cessar não só a actividade ilícita no presente, como a sua continuidade no futuro.

Torna-se assim importante a divulgação destas acções policiais que visam o combate às burlas, principalmente a pessoas mais vulneráveis, e que estes resultados tenham como impacto na sociedade a dissuasão deste tipo de comportamentos deploráveis.