Bruno 'Pidá', que cumpre 24 anos de prisão na cadeia de Paços de Ferreira, está em regime de segurança reforçada, estando assim isolado de todos os outros reclusos. Essa medida disciplinar foi aplicada pelo facto de ele continuar a sua actividade criminosa a partir da cadeia, mesmo encontrando-se detido já há dez anos.

A ida para a dita“solitária” aconteceu no final da segunda feira passada (12 de Abril) e poderá ter a duração máxima de três meses. Durante o período dessa medida disciplinar, o recluso fica sozinho numa cela, tem apenas duas horas de recreio e somente na companhia de um ou dois reclusos no máximo. Resta-nos aguardar que, durante este período, a sua actividade criminosa acabe por ser interrompida.

A "solitária" nas cadeias portuguesas

O regime de segurança reforçada (solitária) só existe em três cadeias portuguesas: Paços de Ferreira, Linhó e Monsanto(Lisboa). Enquanto em Paços de Ferreira e no Linhó as cadeias possuem uma ala de segurança, para os presos considerados mais perigosos, em Monsanto é a própria cadeia considerada como estabelecimento de alta segurança, pois é nela que se encontram detidos os criminosos mais perigosos, sendo o seu mais recente recluso Pedro Dias, o responsável do banho de sangue de Aguiar da Beira. Dias está em regime de prisão preventiva depois de ter baleado mortalmente um militar da Guarda Nacional Republicana (GNR) e um casal que apanhou na autoestrada para lhes roubar o carro, e ainda outro militar da GNR que acabou por sobreviver.

Actividade criminosa de "Pidá"

Segundo informação avançada pelo Correio da Manhã, na sua edição desta quarta-feira (19 de Abril), o recluso é suspeito de transaccionar telemóveis e outros objectos ilegais.

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É igualmente suspeito de manter contacto regular com amigos e velhos cúmplices no exterior.

Bruno Pidá, em 2007, era o líder do gang da Ribeira, no Porto, quando matou um segurança, de nome Ilídio Correia, devido a uma disputa pelo domínio da noite portuense. Foi mesmo o tribunal da Relação do Porto que lhe agravou a condenação de 23 para 24 anos de cadeia, pois a pena aplicada inicialmente pelo tribunal de primeira instância pelo homicídio do segurança Ilídio Correia e crimes correlacionados foi de 23 anos. Os tribunais portugueses e a justiça neste caso funcionaram, finalmente. Condenaram de forma justa e exemplar um homicida, um homem que, sem qualquer arrependimento, tirou a vida a um ser humano de forma brutal.