A Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) são duas das nossas maiores forças de segurança, em Portugal. Embora diferentes, ambas possuem os mesmos objectivos: fazer cumprir a lei, manter a ordem e a segurança pública e combater toda e qualquer espécie de criminalidade. Não são eles que criam as leis, mas são eles que têm a difícil missão de as fazer cumprir, e quer os cidadãos gostem ou não, tudo farão para o conseguir. Têm de existir leis e regras, pois caso contrário o caos reinaria.

Tanto a PSP e a GNR já deram provas evidentes a todos os portugueses que poderão sempre contar com eles em momentos mais difíceis e complicados.

Todos aqueles que fazem parte das fileiras da PSP e da GNR, comprometeram-se, um dia, sob a bandeira portuguesa, proteger e defender os cidadãos, mesmo que com o sacrifício da própria vida.

São homens e mulheres como todos nós, com famílias, com amigos, com problemas, com sentimentos, medos e receios. Mas quando vestem a farda e sentem o crachat no peito, tomam a consciência da responsabilidade que pesa em cima deles. A partir do momento que está fardado, o polícia sabe que uma falha sua não será perdoada.

Nos últimos dias, o nosso país viveu uma horrível tragédia em Pedrógão Grande, na zona centro. Fogos de grande dimensão e chamas arrasadoras mataram 64 pessoas e fizeram 254 feridos, 7 dos quais estão em estado crítico. Das que morreram, várias delas perderam a vida na estrada nacional 256, já apelidada da "Estrada da Morte".

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Foram desviadas para essa mesma estrada pelos militares da GNR, porque naquela determinada altura acharam ser a melhor e mais segura opção, mas quando nada fazia prever, os ventos mudaram de direcção e a tragédia aconteceu.

GNR: novamente vítima de controvérsia

As acções desses militares da GNR, controladas pelo próprio comando da GNR com toda a certeza, estão agora a ser colocadas em questão; até a própria ministra da Administração Interna, que os tutela, se diz perplexa com a acção deles, conforme se pode ler na edição desta quinta-feira (22 de Junho) do jornal Expresso.

Quando tudo corre bem, eles nem sempre recebem um agradecimento, um elogio ou um louvor, mas quando erram, as criticas e acusações não páram e não são facilmente esquecidas. Sempre que são solicitados para uma ocorrência, eles vão mesmo sem saber se voltam. Nos postos, nas esquadras, nos tribunais e nos hospitais, eles enfrentam muitas vezes situações complicadas, por vezes, mas é mesmo nas ruas que eles mais perigo correm.

É no terreno que o profissionalismo dos agentes da PSP e dos militares da GNR é colocado à prova todos os dias e é onde mais precisam de todo o sangue frio e discernimento que possuem para agirem rapida e assertivamente. É na rua que eles se deparam diariamente com delinquentes, assaltantes, homicidas, violadores e outros mais. É nas ruas que muitas vezes são baleados e vítimas de tentativas de atropelamentos; é nas ruas que por vezes vezes são brutalmente espancados e até caiem sem vida. É em tiroteios , em desacatos e desordens que eles ficam com a segurança ameaçada e a própria vida em risco. Enfrentam a morte de frente tantas vezes para deter um criminoso, e depois a justiça e os tribunais deixam-nos em liberdade a aguardar julgamentos, isso leva-nos a todos a uma questão pertinente: até que ponto valerá a pena um polícia arriscar a sua vida para fazer uma detenção?

Como sabemos, actualmente os agentes da PSP e militares da GNR, andam a ser agredidos no cumprimento do dever quase todos os dias, mas mesmo assim eles não desistem e continuam a ir trabalhar, determinados, sempre com grande profissionalismo e enorme sentido de missão.

Mesmo sem receberem um vencimento adequado e proporcional ao risco que correm todos os dias, arriscam a vida em cada turno de serviço que fazem. Mesmo sem verem a sua profissão considerada como de risco, continuam a enfrentar perigos em cada esquina que atravessem.

Quem, como eles, vive para nos proteger, merece todo o respeito para viver, e toda a dignidade para a sua profissão, que na verdade é muito mais do que isso, é mesmo uma missão.