São vários os militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) que já caíram sem vida durante o cumprimento do dever. Deram a própria vida para tentarem salvar outras vidas. Foram autênticos heróis e não devem nunca ser esquecidos. São homens que merecem ser lembrados para sempre.

David Dinis era um dos militares da GNR que, no ano de 2009, se encontrava de serviço no posto da GNR de Montemor-o-Velho, quando uma mulher ali se deslocou para apresentar uma queixa por violência doméstica. Trazia a sua filha de seis anos e, por conselho dos militares, foi levada para uma unidade de saúde. Foi entretanto interceptada e ameaçada pelo marido durante esse trajecto.

O condutor da ambulância regressou ao posto da GNR e o marido acabou por balear mortalmente a mulher à porta desse mesmo posto. E quando David, alertado pelo som dos disparos, saiu para o exterior das instalações para saber o que se passava, foi igualmente baleado mortalmente. Foi mais um que tombou no cumprimento do dever.

Quando naquela noite de 23 de Novembro de 2013, Bruno Chaínho, o militar da Guarda Nacional Republicana (GNR), iniciou mais um turno de serviço, nunca imaginou que seria o seu último. Nessa noite, ao salvar uma mãe e a sua filha, sequestradas num restaurante em Pinhal Novo por um emigrante, acabou por perder a vida.

Um outro jovem militar da GNR foi também assassinado à traição e de forma cobarde, quando se encontrava em serviço na Quinta do Conde, em Sesimbra, a 29 de Agosto de 2015.

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Tinha respondido a um pedido de ajuda, após um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) ter sido baleado mortalmente por um vizinho, tal como também o filho deles, que posteriormente também acabou por falecer. E foi exactamente no momento em que tentava inteirar-se do que se estava a passar que o militar da GNR foi igualmente alvo de uma bala que lhe ceifou a vida.

Um dos casos mais recentes aconteceu na madrugada de 11 de Outubro de 2016, quando os militares da GNR Carlos Caetano e António Ferreira andavam a fazer patrulha em Aguiar da Beira (distrito da Guarda). Foi quando uma viatura perto de um hotel em construção lhes despertou a atenção que tudo aconteceu. Pediram apenas ao condutor (Pedro Dias) da viatura a identificação. Como vários órgãos de comunicação social informaram na altura, enquanto os agentes verificavam o documento, Pedro Dias disparou quando nada o fazia prever. Carlos Caetano morreu logo ali e António Ferreira foi obrigado a colocar o corpo do seu próprio colega na bagageira do carro patrulha. Posteriormente, também ele foi alvo de um tiro no pescoço e logo depois amarrado a uma árvore. Carlos Caetano foi mais um militar da GNR a perder a vida no cumprimento do dever e em nome da segurança pública.

De ressalvar que nos últimos 8 a 9 anos já morreram seis militares da GNR no cumprimento do dever, tendo ainda ficado feridos aproximadamente 2 421.