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Aquele Amor que te fazia ficar horas a fio a olhar para uma fotografia, a procurar um detalhe que ainda não conhecesses - e oh!, como que por magia já os sabias a todos de cor. Aquela sensação de teres encontrado a tua cara-metade, ainda que não saibas bem o que isso significa. Aquela paz interior que sentes quando se abraçam. Aqueles sorrisos envergonhados depois do primeiro beijo e que se repetem a cada toque.

Há quem diga que é esse o amor que todos procuramos na nossa vida. O amor que procuramos desde pequenos - que nos ensinaram que era amor verdadeiro - é o que nos faz sentir completos, unidos, em paz. É aquele amor que nos enche o coração, que não precisa prometer - mas que o faz - apenas precisa cumprir.

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Aquele amor que nos olha como os animais apaixonados se olham, sem qualquer racionalidade. Há quem passe anos sem sentir esse amor. Há quem o encontre logo em criança. Há quem nunca o vá descobrir. Precisaremos assim tanto de um amor verdadeiro? E se ele existe, que outros tipos de amor são aqueles que vamos sentindo? Ou quando dizemos que ele mexe connosco, não sabemos bem o que é e por isso não gostamos na verdade?

Não acredito em mais do que um amor verdadeiro. Não sei até que ponto é possível existir, à face da Terra, mais do que uma alma igual à nossa e que nos esteja destinada. Ainda que acredite no destino, defendo muito mais a força do acaso planeado. Não por nós, porque não mandamos no tempo, mas também não sei por quem.

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As pessoas não vão embora por acaso e outras não chegam sem motivo. Os sorrisos não se trocam sem destinatário e as conversas não se desenvolvem pela noite dentro sem alguma finalidade. Talvez seja o nosso coração a dar indicação de que aquele lhe parece o tal, ou seja apenas o nosso cérebro a não querer perder a companhia. Há uma saída e entrada, um empurre e puxe, permanente em nós até que chegue o tal. O verdadeiro.

Como percebermos quem é o tal? Quem é o destinado, o escolhido, o sempre sonhado. Aquele que sempre procuramos. Sei como perceber quem é que nos faz bem, quem nos enche o coração e quem nos faz sorrir por meras coisas. Sei que o certo é quem está cansado, chateado, sem vontade para pestanejar mas mesmo assim ouve como correu o nosso dia.

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Isso é gostar. E é isso que nós procuramos, não? Alguém que mais do que uma paixão louca de adolescente, é um companheiro. Porque esta vida é uma batalha. É uma luta diária, permanente e constante. E não podemos baixar os braços: daí precisarmos de quem nos dê a mão e esteja disposto a lutar connosco, por mais que a guerra possa parecer perdida.