Na madrugada deste último domingo (12 de Novembro), no bairro Casal de São José, em Mem Martins, aproximadamente pelas 05h00, a Polícia de Segurança Pública (PSP) recebeu uma queixa de um morador. Queixa essa, relativa ao excesso de barulho numa festa de aniversário. A PSP prontamente enviou para o local uma patrulha com quatro agentes, para averiguarem o sucedido e reporem a ordem se necessário. Mas assim que eles chegaram ao local foram imediatamente recebidos com pedradas e arremessos de garrafas de vidro.

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Os polícias tiveram mesmo necessidade de pedir reforços para que conseguissem controlar os agressores e, para o efeito, foi enviada uma Equipa de Intervenção Rápida (EIR).

Para tentarem intimidar e desmobilizar a multidão, que entretanto avançava sobre eles, dispararam tiros para o ar. Disparos esses que surtiram o efeito desejado, uma vez que todo o grupo desmobilizou e fugiu. Somente um dos agressores acabou identificado e detido pelos polícias.

O detido tem 19 anos de idade e já possui um longo cadastro criminal.

Tem já sete processos pendentes, sendo três desses mesmos processos por ofensas à integridade física. Durante a sua detenção, ele ameaçou ainda todos os polícias presentes, afirmando inclusive que eles iam morrer todos.

O agressor, após ter sido presente a um juiz, viu ser-lhe aplicada a medida de coacção menos gravosa, o termo de identidade e residência apenas. Apesar das pedradas e do arremesso de garrafas de vidro, os polícias não necessitaram de receber tratamento médico.

Tal como o Correio da Manhã já avançou esta quarta-feira (15 de Novembro) numa das suas edições informativas, o próprio director nacional da PSP, o superintendente-chefe Luís Farinha, já terá enviado uma mensagem para todo o efectivo policial, em que comentava as agressões dos últimos dias aos seus elementos, e prometeu-lhes formas de autoprotecção mais adequados.

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Somente este ano, já são mais de 380 os agentes da PSP agredidos. Várias tem sido as situações de agressão a polícias nos últimos dias, agressões gratuitas e mesmo sem contexto justificativo, algumas delas mesmo gravadas em vídeos e divulgadas nas redes sociais e nos órgãos de comunicação social.

É por isso mesmo que é imprescindível que os juízes passem a valorizar mais este tipo de crime e que apliquem mesmo a prisão preventiva aos agressores dos polícias. Este sentimento de impunidade é que não pode continuar.