Foi ao fim da tarde de hoje (18 de Dezembro) que o militar da Guarda Nacional Republicana (GNR) que tinha sido atropelado na última quinta feira (14 de Dezembro) perdeu a vida. Encontrava-se em coma desde o dia em que sofreu o acidente, e acabou mesmo por não sobreviver.

O militar da GNR, de nome Lino Manuel Neto Calado, tinha 43 anos de idade e prestava serviço actualmente no Destacamento de Trânsito(DT) da GNR de Setúbal.

Encontrava-se a efectuar uma operação de regularização de trânsito após um acidente rodoviário na Estrada Nacional 252, no acesso à A12 , quando foi atropelado violentamente por uma viatura, tendo ficado com ferimentos graves e em estado crítico.

Logo após o atropelamento, terá sido assistido logo no local, mas devido à gravidade da situação, foi de imediato transportado para o Hospital Garcia de Orta, aonde permaneceu em coma até à sua morte, hoje.

O condutor da viatura que atropelou o militar da GNR permaneceu sempre no local, e foi submetido a um teste de alcoolémia, mas não tendo acusado nada o mesmo. Falta agora saber-se porque razão ele atropelou o militar em questão.

Entretanto a GNR já iniciou todas as investigações, para apurar a origem do acidente, e todos os factos e responsabilidades. É possível que tenha sido apenas uma infelicidade ou uma distração. Mas para a família do militar, isso de pouco adianta. Lino Calado era pai de duas crianças menores, que agora irão crescer sem pai.

Mais uma morte no cumprimento do dever

Mais um profissional da Guarda que perde a vida no cumprimento do dever, em nome da ordem e da segurança pública.

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Comprova-se mais uma vez que o perigo está sempre por perto destes militares sempre que se encontram no terreno, era primordial que realmente ser polícia fosse mesmo considerada como profissão de risco, porque na realidade, ela é mesmo uma profissão arriscada e de risco! Eles apenas sabem que estão bem quando começam um turno de serviço, mas nunca sabem como estarão no fim do mesmo.

Eles podem ser agredidos, podem ser alvejados, podem ser atropelados, podem ser esfaqueados, podem ser roubados, e até podem ser mortos, mas mesmo assim não desistem, continuam a cumprir a missão deles com grande profissionalismo, seriedade, determinação e humanismo. Sempre que são chamados para uma ocorrência eles vão, mesmo sem saber se regressam. E agem sempre pela lei e pela grei, protegendo e defendendo os cidadãos, mesmo que com o sacrifício da própria vida.

É de lamentar a perda precoce de mais um militar da GNR, que com toda a certeza era um bom profissional, e dedicava a sua vida a essa mesmo força de segurança.