António Afonso, um homem com aproximadamente 60 anos de idade e vendedor ambulante de profissão, tinha sido condenado no último mês de Maio a sete anos e meio de prisão efectiva por homicídio qualificado na forma tentada e ainda mais ano e meio por posse de arma proibida, mas recorreu. E conforme ontem (17 de Dezembro) o Correio da Manhã avançou numa das suas edições informativas, o Tribunal da Relação de Coimbra decidiu reduzir a pena de oito anos para seis anos e meio.

Foi a 20 de Maio de 2016 que a Guarda Nacional Republicana (GNR) de Castelo Branco realizou uma operação policial visando a captura de um homem que se encontrava evadido há cerca de 14 anos.

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Vários militares do Destacamento de Intervenção (DI) e do Núcleo de Investigação Criminal (NIC), devidamente equipados e armados, abriram a porta de uma casa em Canhoso, Covilhã, recorrendo a pontapés para a conseguirem abrir.

Mas no interior da mesma, encontrava-se António Afonso, um familiar (tio) do evadido, que logo após a GNR ter entrado, prontamente pegou numa caçadeira e disparou contra o militar que se encontrava mais próximo dele. Valeu ao profissional da Guarda, trazer vestido o colete à prova de bala, que o protegeu.

No colete ficaram 203 fragmentos de chumbos, que se tivessem atingido o militar poderiam deixá-lo gravemente ferido ou mesmo tirar-lhe a vida.

Em tribunal, o atirador afirmou que não sabia que eram militares da GNR e que os mesmos não estavam com roupas apresentando iniciais dessa mesma força de Segurança. Referiu ainda que tinha acabado de acordar na altura, que a casa estava escura e que pensara também que eram elementos de uma família rival que, dias antes, tinha feito ameaças ao sobrinho dele de 47 anos de idade.

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Relativamente à arma usada para balear o GNR no tórax, António afirmou que a mesma era do pai, já falecido. O tio estava actualmente a morar numa casa que se encontrava nas traseiras da habitação do sobrinho.

Mas os militares foram unânimes em tribunal e todos afirmaram que se tinham identificado, e bem alto, que eram da GNR.

Riscos

E mais uma vez se comprova que a missão dos militares da GNR é arriscada e que, no terreno e no cumprimento do dever, eles enfrentam realmente grandes riscos.

Também o uso dos coletes à prova de bala, neste caso em especial, revelou ser uma mais-valia, e ficou provado que pode fazer e faz mesmo toda a diferença.

Esse equipamento pode mesmo salvar uma vida.

Ser profissional das forças de segurança é, sem dúvida alguma, ter uma profissão de risco.