No próximo dia 25 de Janeiro, em Sintra, vai ter inicio o julgamento de um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) por, em 2013, ter atingido quatro jovens em Queluz de Baixo, no concelho de Oeiras, durante uma perseguição. Encontra-se acusado de ofensa física qualificada, actualmente em serviço na Direção Nacional da PSP.

Na altura em que os factos ocorreram, o agente da PSP tinha 26 anos e encontrava-se a prestar serviço na Esquadra de Carnaxide, da Divisão Policial de Oeiras. Foi na madrugada do dia 23 de Março de 2013 que o agente em questão, encontrando-se de serviço, e após a esquadra ter recebido um alerta de desacatos na via pública junto à rotunda de Queluz de Baixo, ele e um colega prontamente se deslocaram no carro-patrulha ao local para averiguarem a situação.

Mas assim que os dois polícias chegaram ao local, o agente, agora arguido, reparou num grupo composto por quatro jovens e mais seis pessoas que na altura iam a atravessar a passagem superior da via de acesso ao IC19, tal como o Noticias ao Minuto escreveu numa das suas edições informativas desta sexta-feira (12 de Janeiro).

Alegadamente, o policia que agora vai ser julgado, parou o carro-patrulha e o colega prontamente perseguiu os jovens a pé, munido como habitualmente com a sua “shotgun”. Mesmo após o agente ter dado em voz alta ordem para os jovens em fuga pararem e de ter atirado para os ar dois disparos de intimidação, eles prosseguiram a fuga apeada, rumando para uma zona com vegetação bastante densa.

Foi então que o agente da PSP agora arguido, também fardado e com a sua arma de serviço no coldre, começou também uma perseguição apeada aos jovens, auxiliando o seu colega.

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Tal como o colega tinha feito anteriormente, também ele se identificou como polícia em voz alta e deu ordem para os fugitivos colocarem as mãos no ar, mas os mesmos não obedeceram mais uma vez. Posteriormente quando eles se aproximaram de uma rede de vedação, mais uma vez se identificou como agente de autoridade e deu ordem para pararem, para se deitarem no chão e colocarem as mãos atrás na cabeça, mas mais uma vez, os jovens em questão desrespeitaram as ordens policiais.

Foi então que o agente em questão decidiu parar os fugitivos, recorrendo em último recurso à sua arma de serviço. Alegadamente terá efectuado cinco disparos para os assustar e obrigar a parar, mas acidentalmente acabou por atingir e ferir três deles. E segundo parece, terá ainda perfurado o casaco do quarto.

Pelo que parece, dois dos atingidos ficaram com 180 dias incapacitados para o trabalho e para os estudos. E o terceiro, ficou com 126 dias de baixa.

Mais uma vez, aqui está em causa a forma de actuação e o uso da arma de fogo pelo agente da Polícia de #Segurança Pública.

Mas então, também deveria estar presente o facto dos jovens terem fugido e de não terem obedecido à ordem dada por ambos os agentes da PSP, mesmo depois dos mesmos se terem identificado como polícias; e mesmo depois de disparados os dois tiros para o ar de advertência, eles nada recearam e prosseguiram a fuga. #forças de segurança #policias