Um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) foi constituído arguido esta quinta-feira, 4 de Janeiro, na sequência da investigação levada a cabo pela Polícia Judiciária (PJ) no caso do assalto à carrinha de valores em Queluz ocorrido no passado dia 29 de Dezembro. O polícia em questão é o comandante do Grupo de Operações Especiais (GOE) que tinha por missão liderar a operação policial que visava capturar os alegados assaltantes da carrinha de valores.

Como tudo aconteceu

Tudo teve lugar no passado dia 29 de Dezembro, sexta-feira, quando, durante uma perseguição policial realizada por elementos do GOE, os três assaltantes de uma carrinha de valores foram interceptados pelas forças policiais numa barreira em Queluz de Baixo e não respeitaram a ordem de paragem dada pelas mesmas, tendo posteriormente abalroado a viatura policial.

Como um dos assaltantes se encontrava armado, tal como o Notícias ao Minuto avançou numa das suas últimas edições informativas, os agentes da PSP foram obrigados a disparar, acabando por ferir os suspeitos.

A própria Polícia de Segurança Pública (PSP) afirma que os motivos que levaram a Polícia Judiciária a constituir arguido o comandante do GOE ainda não são conhecidos.

Assaltante baleado e agentes da PSP feridos

Um dos assaltantes acabou por ser baleado na cabeça, tendo sido transferido para o Hospital São Francisco Xavier, onde ainda esteve em cuidados intensivos por algumas horas mas acabou por não resistir e faleceu no próprio dia.

Mas além dos três assaltantes que acabaram feridos, de igual forma três agentes policiais também ficaram feridos após o abalroamento propositado e intencional dos assaltantes.

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Averiguações nas mãos da secção de homicídios da PJ

Cabe agora à secção de homicídios da Polícia Judiciária (PJ) a missão de averiguar tudo o que se passou para posteriormente decidir se existiu ou não excesso na forma de actuação dos agentes da PSP naquela operação policial em questão.

Formas de actuação dos polícias e recurso às armas de fogo mais uma vez em causa

Novamente o condutor de uma viatura com três assaltantes no seu interior, durante uma perseguição policial, não respeitou a ordem policial para parar e ainda tentou de forma intencional abalroar a viatura policial ferindo três polícias. Mas, mais uma vez, é a forma de actuação das forças policiais e o recurso às armas de fogo que são colocadas em causa.