O coração (emoção), a razão (raciocínio) e o bom senso são três coisas inerentes a qualquer #ser humano e vitais para qualquer um de nós. Tal como também o carácter, a personalidade e também o profissionalismo de cada um de nós, independentemente da nossa área de actuação, determinam e formam a nossa individualidade e isso é aquilo que nos tornam únicos.

A emoção, o raciocínio e o bom senso são de extrema importância para todos, mas muito especialmente para os profissionais da polícia. Pois é isso exactamente que os torna humanos e lhes facilita a actuação em determinadas situações,mais delicadas e melindrosas a nível social.

Pois todos sabemos que diariamente os polícias são muito mais que isso, e que por vezes são um pouco de tudo: confidentes, conselheiros, assistentes sociais, pais e até psicólogos. É ainda o facto de serem humanos que dá a esses mesmos polícias a força, a coragem e a determinação que eles necessitam para darem sempre o seu melhor nas suas missões.

A farda que usam, e o crachat que ostentam ao peito, envolvem-nos como uma segunda pele e transformam-nos em polícias mas, em circunstância alguma, lhes retiram a condição de humanos. Porque não é a farda que faz o polícia, mas sim o homem (ou mulher) que está dentro dela! É de igual forma o carácter, a personalidade e o seu profissionalismo que vai fazer o polícia ser único também.

Os polícias desde o inicio que são preparados e treinados para tudo, para não terem medo de nada, para não recearem o perigo, para enfrentarem tudo sem temer, e para estarem alertados para qualquer cenário, desde o crime mais banal e simples ao mais perigoso e complexo.

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Eles dão o peito ás balas, enfrentam o perigo em cada esquina, olham de frente para a morte e por vezes pagam um preço demasiado caro por tudo isso; pagam com a própria vida. Já para não falar nas vezes que sofrem ofensas verbais e agressões físicas mesmo durante o cumprimento do dever.

Uma vez que a missão deles é sempre proteger e defender pessoas e bens, mesmo que com o sacrifício da própria vida.

São muitas vezes essas mesmas missões, que os fazem esquecer que afinal também são humanos, pois são obrigados a agirem como se fossem de aço e isentos de qualquer emoção. E é mesmo em prol do sucesso dessas missões que eles tantas vezes deixam para segundo plano as suas vidas pessoais.

Vidas pessoais conturbadas

Vidas pessoais essas que por vezes são complicadas e conturbadas, mas que mesmo assim, eles não revelam a ninguém, sempre dando o seu melhor em nome da ordem e da #Segurança pública.

Quantas vezes, eles ajudam a proteger e a salvar vidas, quando na verdade, as deles é que precisavam de serem protegidas e salvas.

Melhor do que ninguém, um polícia sabe esconder bem as suas emoções, e mesmo só quem ele deixar, conseguirá saber o que lhe vai no coração. E mesmo assim, podem nunca chegar a conhecê-lo verdadeiramente.

Por isso a família para ele também é primordial. É no seio familiar que ele encontra compreensão, confiança, ânimo, apoio e aonde pode finalmente expressar as emoções que tantas vezes é obrigado a conter em serviço.

Mas mesmo no conforto do seu lar, deitado na sua cama, e no seu tempo de descanso, o polícia não consegue muitas vezes esquecer o que passou ou vivenciou, não consegue esquecer o homem que se suicidou, a mulher que foi violada, o jovem que foi assaltado, o homem que foi vitima de homicídio, a miúda que apareceu morta por overdose.

E mesmo que não consiga dormir nessa noite, no dia seguinte, ele acorda de novo disposto a enfrentar mais um dia no combate ao crime. #policias