Foi nesta última madrugada, aproximadamente pelas 00h30, no Barreiro, que mais um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) decidiu colocar termo à sua vida. Carlos Pereira, mais conhecido por “Cobra”, tinha 44 anos, era agente da PSP há 20 anos e actualmente prestava serviço na Primeira Esquadra de Investigação Criminal (EIC) na zona do Príncipe Real, em Lisboa. Tinha um filho e foi este que, ao regressar a casa, encontrou o corpo do pai já sem vida.

Carlos Pereira recorreu a própria arma de serviço para disparar mortalmente contra a sua cabeça. Os motivos que terão desencadeado tal acto não são conhecidas. E mais uma vez, as Forças de Segurança perdem mais um dos seus homens, por suicídio.

Já era tempo de algo ser feito por esses homens e mulheres da PSP e da Guarda Nacional Republicana (GNR), que exercem profissões de risco e que todos os dias se arriscam para nos protegerem e defenderem. Pois a missão deles sempre foi, e sempre será, proteger e defender pessoas e bens, mesmo que com o sacrifício da própria vida.

Entretanto, o “Notícias ao Minuto” avançou já, numa das suas últimas edições informativas deste domingo (15 de Abril), que o presidente do Sindicato Unificado de Polícia (SUP), Peixoto Rodrigues, garantiu que vai pedir uma investigação aos suicídios na PSP à Procuradoria Geral da Republica (PGR). Peixoto Rodrigues já teria pedido uma reunião ao gabinete de psicologia da PSP para que fosse dado algum contributo visando minimizar ou mesmo acabar com este flagelo, mas o pedido acabou por ser recusado.

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É assim o terceiro caso de suicídio nas Forças de Segurança (FS) desde o início de 2018. Algo é necessário ser feito, com urgência e rapidamente. Não queiram que se repitam as estatísticas do ano de 2015, que entre PSP (8), GNR (7) e Guardas Prisionais (1), suicidaram-se 16 elementos.

Eles diariamente são sujeitos a uma enorme pressão psicológica, que resulta muitas vezes em depressão e angústia, com as quais nem sempre é fácil de lidar. E quando não tratadas a tempo, e quando chegam ao limite, o facto de terem uma arma à mão é apenas um pequeno passo para que o suicídio seja cometido.

Antes de serem profissionais das Forças de Segurança, também são seres humanos. São um pouco o reflexo de uma sociedade, e se existe crise, problemas financeiros e/ou familiares, eles também o sentem com a mesma intensidade que todos nós. Quem se suicida, não quer acabar com a vida, mas sim, acabar com a dor e o sofrimento.