Os polícias não são apenas homens e mulheres que usam uma farda e um crachá no peito. Eles são antes de mais nada, seres humanos! Seres humanos com identidades próprias, com características únicas e com vidas pessoais que tantas vezes, em prol das suas missões, ficam em segundo plano. Por isso não é de estranhar que a taxa de divórcios nos polícias seja uma das maiores. E que por arrasto, levam a uma grande percentagem de depressões e suicídios.

Todos sabemos que a família é um dos grandes pilares de sustentação para todos nós. É ela que nos apoia nos momentos menos bons, é ela que nos compreende melhor que ninguém, é ela que nos dá a mão quando mais ninguém o faz; a família é a responsável principal pela nossa sanidade mental e suporte emocional.

Por isso mesmo, quando o nosso elo familiar desmorona, tudo em nós acaba afectado de igual forma.

Todos sabemos que a missão dos polícias é, acima de tudo, proteger e defender pessoas e bens mesmo que com o sacrifício da própria vida. E tantas vezes no terreno eles ficam com a própria segurança ameaçada e a vida em risco. Basta recordar os polícias que são violentamente agredidos e até alvo de tentativas de atropelamento no cumprimento do dever.

Não são eles que fazem as leis, mas são eles que estão incumbidos de as fazer cumprir e, por conseguinte, tudo farão para que assim seja.

A linha que separa todos os nossos polícias de serem considerados heróis ou vilões é demasiado ténue e efémera. Quando, por exemplo, evitam um assalto ou capturam um criminoso, são profissionais exemplares. Mas se eventualmente multam alguém quando o mesmo cometeu uma infracção, já são considerados os maus da fita e os vilões da história, apenas e só porque multaram alguém.

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E para não falar das tantas vezes que são ainda acusados de violência policial quando são obrigados a recorrer ao uso da força. Uso da força que seria facilmente evitável se os desordeiros obedecessem às ordens policiais e não resistissem tanto às detenções ou até mesmo a simples e meras identificações.

Quase todos os dias temos noticias de polícias que são alvo de agressões, de ofensas verbais e físicas durante o cumprimento do dever. Também já foram vários aqueles que perderam a vida em nome da segurança pública. Morreram para proteger e salvar outras vidas. Tornando-se assim em verdadeiros heróis. Vale a pena aqui recordarmos alguns desses heróis: Rui Lemos, Irineu Dinis, Bruno Chaínho, Nuno Anes, Carlos Caetano e muitos outros, que caíram sem vida enquanto cumpriam a sua missão. Eles deram a própria vida para proteger e tentar salvar outras vidas.

Quem vive para nos proteger, merece todo o respeito para viver. E toda a injustiça feita contra um deles é, com toda a certeza, uma ameaça para todos.

Convém recordar, para que não fique esquecida, toda a o injustiça cometida com Hugo Ernano, o militar da Guarda Nacional Republicana (GNR) que durante uma perseguição policial, em Agosto de 2008, de forma acidental, atingiu mortalmente um menor de 13 anos levado pelo próprio pai para um assalto e transportado numa viatura em fuga das autoridades, com todos os riscos e perigos existentes nas perseguições policiais.