Existem na Polícia de Segurança Pública (PSP) muitas valências, todas elas necessárias, importantes e determinantes na sua área de acção, todas diferentes mas interligadas e com um objectivo comum: combater a criminalidade. Os vulgarmente denominados por “patrulheiros” são os agentes da PSP que realizam as patrulhas sempre nas ruas, quer de forma apeada (a pé) ou com carros patrulha. Para eles o primordial é mesmo a prevenção e o policiamento de rua. É nesse mesmo patrulhamento que eles marcam toda a diferença, pois andam pelas principais ruas da cidade, pelos pontos mais sensíveis, nos ditos edifícios públicos, nos estabelecimentos de ensino, nas instituições bancárias, nos estabelecimentos comerciais, em tudo o que numa rua precise de ser cuidado e vigiado pela PSP.

Durante 24 horas por dia, 7 dias por semana e 365 dias por ano, eles enfrentam tantas vezes condições meteorológicas adversas, criminosos de toda a natureza, violência extrema, homicídios, violações, suicídios, tiroteios, agressões, loucas perseguições policiais e algumas vezes acabam mesmo por perder a vida. Já para não falar dos baixos salários que recebem em nada proporcionais ao risco que correm, de tantas injustiças que sofrem na própria sociedade e por vezes mesmo com os seus superiores hierárquicos, e de não terem realmente alguém que proteja os seus interesses e que os defendam quando eles mais precisam.

Porque quando numa missão tudo corre bem, não existe, por vezes, nem um elogio; mas quando algo corre menos bem, logo os agentes são colocados em causa e acabam mesmo com processos disciplinares.

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Andam por locais que toda a gente evita, sabem que em cada esquina que cruzam uma bala perdida pode atingi-los, dão o peito as balas e a própria vida se preciso for para proteger e salvar uma pessoa em perigo. São os que quando solicitados vão para o terreno e dão a cara nos primeiros momentos de uma ocorrência.

De realçar ainda, que quase sempre vão sem saber o que vão encontrar, e desconhecendo o que terão pela frente. uma vez que não possuem grandes informações das ocorrências para os quais são chamados a intervir. Ocorrências essas que podem ser da natureza mais simples e banal, ou a mais complexa e violenta.

Muitas vezes, os patrulheiros são obrigados pelas forças de circunstância a chamarem reforços. Mas até à chegada desses reforços, são eles que aguentam as desordens, os desacatos, o perigo e a violência, nunca viram as costas e nem abandonam nada e nem ninguém. Além disso, quando chamam reforços, já informam os colegas do que se passa, o que por si só já é uma mais valia, pois os colegas ficam já avisados do que terão pela frente.

A missão dos patrulheiros e de todos polícias no geral é mesmo proteger e defender pessoas e bens, mesmo que com sacrifício da própria vida. Eles sentem na pele toda a ira, ódio e raiva daqueles que um dia detiveram, que levaram para julgamentos e que acabaram condenados. Mesmo alguns dos não condenados podem acabar por tentar “ajustar contas” com os polícias que os detiveram. Muitas vezes, não são só os agentes da PSP que são ameaçados, mas até os familiares dos mesmos.

Eles sempre correm riscos, quer estejam em serviço ou fora dele. Além de que quase diariamente são alvo de agressões violentas e bárbaras, que muitas vezes acabam por ficar impunes perante a justiça. Frequentemente, os agressores vão a tribunal e saem livres apenas com termo de identidade e residência.

Enquanto os agressores dos polícias não forem devidamente punidos e condenados, continuarão a agredir e cada vez com maior violência. Enquanto continuarem a sair livres, sem prisões preventivas, continuarão a fazer o mesmo, uma vez que continuam impunes.

Quando os agentes partem para uma ocorrência, não sabem se regressam, mas mesmo assim vão, sem nem sequer olharem para trás. O sentido de missão e do dever, o profissionalismo e sua determinação falam sempre mais alto.