Homens que marcaram a Guarda Nacional Republicana (GNR) existem e não poderão jamais ser esquecidos. Deverão para sempre ser recordados e tornados como exemplo e heróis. Um desses homem que marcou a GNR foi Bruno Chaínho. Natural de Santiago de Cacém, tinha 27 anos, era solteiro e militar da GNR há 2 anos; tinha estado a trabalhar no Algarve, mas na altura dos acontecimentos encontrava-se há quatro meses a prestar serviço no posto de Pinhal Novo.

Bruno Chainho, perdeu a vida, durante o cumprimento do dever, à entrada do restaurante “Refugio”, em Pinhal Novo, em Setúbal. Tudo aconteceu na noite de 25 de Novembro de 2013, quando um moldavo de nome Mihael Codja, um veterano de guerra do Afeganistão, com 58 anos, tomou de assalto o restaurante e fez reféns todos aqueles que na altura se encontravam no seu interior.

Aproximadamente pelas 23 horas dessa mesma noite, a filha do dono do restaurante conseguiu pedir auxílio através do 112. Realizou a chamada sem ser detetada, deixando o telemóvel ligado para que do outro lado da linha se apercebessem do que se passava, e foi somente nesse momento que as autoridades foram alertadas e accionadas.

Bruno Chaínho, que naquela noite estava de serviço e foi destacado juntamente com os seus colegas para ir para a ocorrência de sequestro no “Refugio”, foi o primeiro a abordar o moldavo. E foi nesse momento que o militar acabou por ser atingido mortalmente por uma bala na cabeça, perdendo a vida. Mas antes de cair sem vida, Bruno Cahínho conseguiu ainda salvar duas pessoas, a mulher e a filha de Gaspar Veloso, um dos homens que também estava sequestrado no interior desse restaurante.

Os melhores vídeos do dia

Várias horas depois, as autoridades deram como terminada a mega operação policial, que acabou com duas mortes: a do militar da GNR e a do sequestrador. O moldavo manteve as pessoas como reféns no interior do restaurante durante sete horas. Além da morte do militar e do moldavo, mais seis pessoas acabaram feridas naquela madrugada de terror.

Uma vida humana não tem preço, não existe dinheiro que pague a vida desse militar, mas uma vez que o militar da GNR era filho único, era o apoio dos pais e perdeu a vida ao serviço da GNR e no cumprimento do dever, nada mais correto que o Estado tenha pago uma indemnização aos seus pais no valor de 121.250 euros, tal como o Correio da Manhã informou em Julho de 2014.

Posteriormente, Bruno Chaínho foi promovido pela GNR à categoria de cabo a titulo póstumo e o seu nome foi dado a uma rua da aldeia de Santo André, em Santiago do Cacém.