Nuno Anes, era o militar da Guarda Nacional Republicana (GNR) que em Agosto de 2015, na quinta do conde, em Sesimbra, morreu durante o cumprimento do dever. Foi agora promovido, a titulo póstumo, à categoria de cabo por Eduardo Cabrita, o actual Ministro do Ministério da Administração Interna (MAI). A promoção teve por base os “actos de coragem e valentia” demonstrados pelo militar da GNR naquele dia fatídico e tem efeitos retroactivos desde o dia da sua morte.

Tiroteio acaba em três vítimas mortais

Tudo aconteceu no dia 29 de Agosto de 2015, quando no posto da Guarda Nacional Republicana (GNR) receberam um pedido de ajuda na Quinta do Conde, para um tiroteio.

Nuno Anes, que era um dos militares da GNR em serviço naquele dia, deslocou-se prontamente ao local para auxiliar. Quando chegou, encontrou um cenário violento e macabro, resultante de um tiroteio.

Já existia uma vitima mortal e uma outra ferida gravemente.

A vitima mortal era José Pereira, um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP), e o ferido o seu filho, que acabaria por perder a vida algumas horas depois, pois não resistiu aos graves ferimentos sofridos.

Enquanto Nuno Anes tirava notas e se inteirava de tudo o que tinha acontecido, foi também baleado e transformou-se em mais uma vitima do atirador. Atingido mortalmente na nuca de forma covarde e à traição, também ele acabou por perder a vida.

Triplo assassinato por causa de um cão

E tudo terá acontecido por causa de um cão que pertencia ao polícia. O homicida já tinha sido denunciado às autoridades por comportamento violento, ofensas e ameaças, tal como foi noticiado pelo Correio da Manhã na altura dos acontecimentos. Em 2011, o agente da PSP tinha apresentado queixa contra o atirador, por agressão.

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O responsável das mortes chamava-se Rogério, tinha 77 anos, e acabou por morrer quando já se encontrava preso.

Quinta do Conde perde 3 moradores; as Forças de Segurança perdem 2 homens

Naquele dia fatídico, a Quinta do Conde perdeu três dos seus moradores. As Forças de Segurança perderam dois dos seus homens.

Nuno Anes era militar da GNR e José Pereira era um agente da PSP. O militar da Guarda Nacional Republicana morto na Quinta do Conde acabou por ser mais um a perder a vida no cumprimento do dever.

Ser militar da GNR ou agente da PSP é sem qualquer dúvida uma profissão de risco. Eles protegem e defendem pessoas mesmo que com o sacrifício da própria vida... tal como aconteceu com o Nuno Anes.