Vários agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) já perderam a vida durante o cumprimento do dever e merecem por isso serem recordados. É o caso de Irineu Jesus Gil Diniz, de 33 anos, natural de Soeiro, concelho de Vinhais, que era agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) e prestava serviço na esquadra de Alfragide.

Como aconteceu o brutal assassinato de um agente da PSP na Cova da Moura

Foi naquela madrugada de 17 de Fevereiro de 2005 que Irineu Diniz e o agente Nuno Miguel Saramago foram atingidos por vários disparos de armas, quando seguiam num carro patrulha no Bairro da Cova da Moura, no concelho da Amadora.

As armas que supostamente foram utilizadas pelos atiradores seriam uma arma automática e ainda uma caçadeira.

Nuno Miguel sobreviveu, ficando apenas com ferimentos ligeiros, mas Irineu foi atingido com gravidade, acabando por não resistir aos ferimentos e perder a vida.

23 e 19 anos de cadeia para os responsáveis do homicídio

Euclides Tavares, de 21 anos, e Luís Carlos Santos, de 41 anos, foram os responsáveis pelo violento assassinato de um agente da PSP e de deixarem ferido um outro polícia.

Luís Carlos acabou condenado a 23 anos de cadeia por vários crimes, entre os quais homicídio qualificado na forma consumada, homicídio qualificado na forma tentada, detenção e uso de arma proibida e ainda dano na forma consumada. Euclides foi acusado pelos mesmos crimes, embora tenha acabado condenado apenas a 19 anos.

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Indemnizações monetárias à familia de Irineu e Nuno

Euclides e Luís Carlos foram ainda condenados a pagar uma indemnização no valor de 50 mil euros à família do agente Ireneu Diniz e ainda 3.740 euros ao agente Nuno Saramago, que também acabou por sofrer ferimentos ligeiros no tiroteio.

Foram inúmeros os polícias que fizeram questão de estar presentes nas cerimónias fúnebres para o adeus a um colega de profissão. A aldeia tornou-se pequena demais para tanta gente. Quando um morre, todos acabam por morrer um pouco também.

Eles ficam com o coração apertado, e sabem que amanhã pode ser qualquer um deles a morrer no cumprimento do dever. Mas mesmo com o coração ferido e a alma a sangrar, todos os polícias depois de se despedirem pela última vez do seu colega, continuam a fazer aquilo que melhor sabem fazer: serem polícias.

Nada e nem ninguém os fará desistir de continuarem a missão de proteger e defender pessoas e bens mesmo que com o sacrifício da própria vida.