Longe vão os tempos em que os campeonatos do mundo de futebol tinham três ou quatro seleções favoritas e o título era conquistado por uma delas. Mundiais em que era possível assistir a resultados desnivelados e grandes goleadas. As potências mundiais de futebol dominavam por completo, sendo que as restantes equipas apenas podiam ambicionar uma participação honrosa.

Atualmente o desequilíbrio, outrora demais evidente, deixou de existir. Como foi notório durante a primeira ronda da fase de grupos, poucos foram os resultados desnivelados, sendo que as velhas potências, como a Alemanha, a França, a Espanha e o Brasil, tiveram imensas dificuldades.

De salientar que neste lote consta a campeã mundial (Alemanha), que perdeu o seu jogo. Portugal, o campeão europeu em título, não desiludiu no primeiro jogo e conseguiu um sofrido empate com o colossal vizinho, a Espanha, muito apoiado no melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo.

Muito deste equilíbrio já era há muito esperado, uma vez que o grande fluxo de transferências de atletas por todo o mundo veio trazer ao futebol uma maior homogeneidade de qualidade futebolística. Hoje podemos ver com naturalidade um atleta jogar em alta competição em clubes fora do seu país. Daí podemos constatar que em praticamente todas as seleções existem atletas que atuam em clubes estrangeiros, e com isso conseguem outra experiência e outra forma de atuar que tornam as suas seleções muito mais fortes.

Factos que foram já presenciados na fase de apuramento, onde grandes seleções, como Itália, Holanda, Chile, entre outras, ficaram pelo caminho e não se qualificaram para a fase final.

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Os selecionadores possuem uma matéria-prima mais refinada e rotinada aos grandes palcos, capaz de perceber e interpretar as orientações traçadas de modo a atingir o melhor objetivo possível. Taticamente, o desempenho das seleções que outrora tinham como objetivo não sofrerem grandes goleadas mudou; atualmente, jogam de “peito aberto”, batendo o pé a qualquer seleção. São equipas tecnicamente mais evoluídas, viradas também para o ataque, sabendo estar em campo, pressionar ou deixar jogar conforme o objetivo pretendido, podendo jogar em posse de bola ou desferir ferozes contra-ataques, rápidos e eficazes.

Este mundial ficará marcado pelo equilíbrio competitivo, podendo até proporcionar uma surpresa na final entre seleções que nunca estiveram nessa posição.