Bruno de Carvalho, ex-presidente do Sporting Clube de Portugal e Nuno Mendes, mais conhecido por “Mustafá” e actual líder de uma das mais antigas claques legalizadas do clube leonino, Juventude Leonina, foram ontem finalmente presentes a primeiro interrogatório judicial no Tribunal do Barreiro e ficaram a conhecer as medidas de coação aplicadas pelo juiz Carlos Delca. Ambos aguardarão julgamento em liberdade. No entanto, Cândida Vilar, a procuradora que tinha pedido a prisão preventiva para ambos, referiu que está a ponderar recorrer da decisão do juiz, em declarações citadas pela imprensa portuguesa.

As medidas de coação aplicadas

Ambos acabaram com medidas de coação menos gravosas: apresentações diárias às autoridades e pagamento de uma caução de 70 mil euros, que terá de ser efectuado nos próximos dias, tal como o Correio da Manhã avançou numa das suas muitas reportagens informativas relativas ao caso em questão.

Foram necessários seis meses de uma longa e pormenorizada investigação para que o Ministério Público (MP) pudesse finalmente deter para interrogatório o ex-presidente do Sporting Clube de Portugal: Bruno de Carvalho e Mustafá, o actual líder da Juventude Leonina, que é uma das mais antigas claques legalizadas do clube de Avalade.

Segundo o tribunal, foi a existência de fortes provas para o alegado envolvimento de ambos nas agressões aos jogadores em Alcochete que determinou a detenção deles para interrogatório.

Provas insuficientes

Todavia, após o término do primeiro interrogatório judicial a Bruno de Carvalho e a Mustafá, o juiz Carlos Delca aplicou a ambos as medidas de coação menos gravosas e declarou que o Ministério Público não terá apresentado as provas suficientes dos crimes imputados aos dois arguidos.

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A excepção foi feita apenas relativamente à droga que terá sido apreendida a Mustafá durante as buscas realizadas à “casinha” da "Juve Leo."

Segundo informação avançada ontem pelo Diário de Noticias, uma fonte policial terá confirmado a esse mesmo jornal que a associação feita entre Mustafá e a droga encontrada no chão da “casinha” da "Juve Leo" serviria para pressionar o actual líder da claque para testemunha contra o ex-presidenrte Bruno de Carvalho.

E depois de todo o despacho da acusação do ataque à Academia de Alcochete ter sido concluído, é revelado que agora as acusações a Bruno de Carvalho são de 56 crimes e as do Mustafá 57 crimes, com mais um pelo tráfico de estupefacientes.