O militar da Guarda Nacional Republicana (GNR) Hugo Ernano, após ter sido notificado de que já estava com a sua pena cumprida, apresentou recurso no Supremo Tribunal de Justiça, tal como o Correio da Manhã noticiou.

Ele tinha sido condenado a quatro anos e meio de prisão com pena suspensa pelo Tribunal da Relação, pelo facto de em agosto de 2008 ter atingido mortalmente um menor de 13 anos durante uma perseguição policial em Loures.

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Mas antes do Supremo ter reduzido a pena, este militar da GNR tinha sido condenado a nove anos de cadeia pelo tribunal de Loures em primeira instância.

Hugo Ernano julgado pelos tribunais e pela GNR

Esse militar da GNR ficou mesmo para a história em Portugal, pois foi a primeira vez que um elemento das forças de segurança acabou condenado a uma pena tão pesada (nove anos de cadeia).

Além da luta travada nos tribunais, também a GNR o condenou, através da Inspecção Geral da Administração Interna.

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A instituição pretendia mesmo a expulsão dele, mas a ministra do Ministério da Administração Interna da altura acabou por suspendê-lo durante oito meses com corte de dois terços do seu ordenado, decidindo assim pela pena menos gravosa, tal como na altura informou.

Militar quer lutar pela sua progressão na carreira

Essa suspensão deixou a carreira de Hugo Ernano congelada, o que obviamente impediu a sua progressão ao longo dos anos em que cumpriu a pena.

A sua vida profissional estagnou.

E como actualmente a sua pena foi cumprida e disso mesmo já foi notificado, o militar pretende agora lutar pela sua progressão, e por isso mesmo, tem mais uma batalha no horizonte para enfrentar.

Como tudo aconteceu

Tudo aconteceu a 11 de agosto de 2008, quando Hugo Ernano e os seus colegas foram chamados para um alegado roubo numa vacaria em Santo Antão do Tojal, Loures, tal como o Noticias ao Minuto também informou.

Enquanto se aproximavam da vacaria, aperceberam-se de pessoas dentro de uma carrinha com janelas tapadas e tentaram abordá-las. Mas o condutor da viatura logo se colocou em fuga. Hugo Ernano deu ordem de paragem ao condutor da carrinha, mas este desobedeceu e quase atropelou o militar.

Valeu a Hugo Ernano os seus rápidos reflexos para evitar o pior. Logo após ter desrespeitado a ordem de paragem e ter colocado a segurança e a vida do militar em risco, uma perseguição policial teve inicio.

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Foi nessa perseguição que a fatalidade acabou por acontecer, quando Hugo Ernano, numa última tentativa de imobilizar a viatura em fuga a alta velocidade, ao tentar acertar no segundo pneu com a sua arma acabou por acertar um pouco mais acima do pneu. A bala acabou por entrar no interior da viatura e atingir acidentalmente o menor que o pai transportava no interior da viatura em fuga. Mesmo depois do militar o ter mandado parar com um dispositivo de voz e do primeiro pneu ter sido atingido, o condutor não parou e prosseguiu a sua fuga em alta velocidade.

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De relembrar que Hugo Ernano teve o cuidado de seguir todos os patamares do protocolo de segurança a que todos os profissionais de segurança estão obrigados no uso de armas de fogo.

E não convém esquecer, que tudo poderia ter sido evitado se o pai não tivesse levado o menor para o assalto, e depois disso não o tivesse levado no interior de uma viatura em fuga das autoridades.

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