Após ter conhecimento da condenação de oito polícias de Alfragide, o agente Rodrigo Jesus decidiu finalmente partilhar na rede social Facebook toda a sua indignação através de uma publicação, tal como o Correio da Manhã informou nas suas edições informativas.

Polícias esses que acabaram condenados pelos crimes de sequestro e ofensas à integridade física no caso da Cova da Moura.

Dos oito, ficaram sete com pena suspensa e um com pena efetiva de um ano e seis meses pelo facto de ter alguns antecedentes.

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Agressões aconteceram em 2016

Foi a 25 abril de 2016 que Rodrigo Jesus, um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP), foi violentamente agredido por três indivíduos do sexo masculino, que alegadamente tinham roubado uma mota.

O agente Rodrigo Jesus estava de serviço quando se apercebeu da ocorrência de um assalto e apanhou os assaltantes em flagrante, tendo iniciado prontamente uma perseguição para os deter.

E foi durante essa mesma perseguição policial, que segundo o próprio na sua publicação, refere que foi agredido com telhas e pedras arremessadas pelos três alegados assaltantes.

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Refere ainda que a intenção deles era mesmo a agressão pura e não a de tentarem fugir, visto que uma telha teria sido suficiente.

Pela gravidade das lesões, ele teve mesmo que receber tratamento hospitalar imediato, onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica para ser suturado na face e na cabeça, ficando com 17 agrafos no cabeça e 9 pontos na face.

As medidas de coacção aplicadas aos 3 agressores

Na altura dos factos ocorridos, os suspeitos fugiram, tendo mais tarde sido localizados, identificados e detidos para primeiro interrogatório judicial e para tomarem conhecimento das respectivas medidas de coacção aplicadas.

Dois eles ficaram apenas com Termo de Identidade e Residência (medida de coacção menos gravosa) e o terceiro foi extraditado, uma vez que incorria num outro crime: imigração ilegal.

O agente Rodrigo viu assim um dos seus agressores escapar impune pelo mesmo ter sido expulso do país, por estar ilegal em Portugal.

Três anos depois e nada mudou

E três anos depois, o agente Rodrigo afirma que ainda não viu nada de concreto resolvido. Apesar de ter pedido uma indemnização nos tribunais, os mesmos referiram que isso seria impossível, uma vez que um dos principais agressores tinha sido extraditado, e que os outros dois não teriam assim responsabilidades nas agressões, tal como também o Correio da Manhã publicou numa das suas últimas edições informativas.

O agente da PSP, por causa da sua condição física e psicológica após as agressões, ficou seis meses com baixa médica, impedido de trabalhar e de realizar gratificados.

Rodrigo Jesus, após uma avaliação médica, não teve nem hipotese de requerer o direito à incapacidade, pois o clinico terá referido que as marcas das agressões seriam como “medalhas de guerra”.

Segundo o próprio, sente-se injustiçado ao ver criminosos a receber indemnizações 10 vezes superior àquela que ele tinha pedido.

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Justiça e protecção pedidas ao estado português

O agente da PSP em questão acabou a dita publicação na sua rede social com um apelo ao estado português, justiça e protecção para todos aqueles que dia e noite saem de casa sem sequer saber se regressam, para proteger Portugal e os seus cidadãos de bem.

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