Após ser presente ao primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Torres Vedras, foi decretada pelo juiz ao agressor de um militar da Guarda Nacional Republicana (GNR), uma das medidas de coacção menos gravosas: o termo de identidade e residência.

Foi entretanto constituído arguido pelo mesmo tribunal, e vai aguardar julgamento em liberdade, tal como o “Noticias ao Minuto”, avançou ontem numa das suas edições informativas.

A agressão aconteceu na madrugada de ontem (7 de novembro), aproximadamente pelas 3h30, que o Posto da GNR de Santa Cruz, no concelho de Torres Vedras e distrito de Lisboa, foi alertado por um popular de que estariam a ocorrer desordens no interior de um estabelecimento de diversão noturna e prontamente enviou uma patrulha para o local.

Pelo facto desse mesmo bar ter apenas um acesso pedonal, a patrulha da GNR deslocou-se de forma apeada até lá e acabaram por resolver os desacatos e repor a ordem.

Detenção leva a ataque

Mas foi quando regressaram ao carro-patrulha que encontraram um homem a furar os pneus da viatura de forma propositada. Ao tentarem abordar o indivíduo em questão, ele acabou por fugir.

No entanto, os militares foram no encalce do homem e acabaram por o deter. Foi aí, durante a detenção, que o suspeito acabou por ferir um dos militares na mão esquerda com uma arma branca (navalha), conforme adiantou ontem o Correio da Manhã, numa das suas edições de informação.

Devido à natureza dos ferimentos, o agente da GNR teve mesmo que receber tratamento hospitalar, e acabou assistido no Serviço de Urgência do Centro Hospitalar do Oeste em Torres Vedras.

Segundo fonte hospitalar, o militar foi suturado com quatro pontos na mão atingida e encontra-se de baixa médica.

Agressões continuam

Mais uma vez, profissionais da GNR são agredidos no cumprimento do dever.

E novamente, o agressor acaba em liberdade a aguardar julgamento, tendo sido aplicada uma das medidas de coacção menos gravosas.

Enquanto os agressores das Forças de Segurança não forem devidamente responsabilizados pelos seus actos e punidos severamente, o sentimento de impunidade vai continuar, e eles continuarão a agredir militares da GNR e agentes da PSP cada vez mais frequentemente e com mais violência.

Aliás, como se pode verificar, quase todos os dias aparecem novos casos de agressão contra os profissionais das Forças de Segurança.

Os agressores deveriam mesmo era permanecer em prisão preventiva enquanto aguardam os julgamentos, talvez assim pensassem duas vezes antes de agredirem novamente um agente da PSP ou um militar da GNR.

Porque alguns daqueles que agridem um PSP ou um GNR já possuem cadastro e muitas vezes nos seus registos criminais já constam agressões anteriores a elementos das Forças de Segurança.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo