"Inaceitável." É desta forma que os responsáveis da Associação Cidadãos de Esposende respondem ao comunicado feito pelo presidente da câmara municipal de Esposende, Benjamim Pereira, onde se afirma que o pedido de um Plano de Contingência na prevenção do Covid-19, que tinha sido realizado pela Associação, foi irresponsável e alarmista e promove a insegurança e o pânico.

A Associação considera ser incompreensível que o presidente de uma câmara, num momento onde todos têm de ser solidários e preventivos, venha a público criticar um pedido para um plano de contingência.

Prevenção em tempo de pandemia

No dia 9 de Março saiu às 9h45 a primeira notícia sobre o pedido realizado pela Associação Cidadãos de Esposende; nesse dia, a essa hora, não existia qualquer medida preventiva para o Covid-19 em Esposende, afirmam os responsáveis da Associação. As primeiras medidas surgiram quatro horas depois do nosso comunicado à imprensa.

As medidas em causa eram similares às que vários concelhos aplicavam e que em Esposende não existiam. O pedido realizado para a autarquia liderada por Benjamim Pereira intervir foi ao encontro do que outras câmaras iam fazendo em Portugal, trabalhar na prevenção.

Foram nove medidas pedidas pela Associação na prevenção do Covid-19 em Esposende, provavelmente o desagrado seja porque ou não existiam ou a existir não estavam implementadas.

Outras questões em causa

Refere no mesmo comunicado, assinado pelo presidente da câmara, que a Associação “imputa responsabilidade ao Município na manutenção de vias que não são da sua responsabilidade.” Cabe aqui esclarecer que foram buracos em duas rotundas de Esposende onde pedimos a intervenção da autarquia, já que a profundidade dos mesmos causou danos em vários viaturas.

Sete horas depois do nosso aviso, os serviços municipais estavam a tapar os buracos.

Se não era responsabilidade da câmara, porque os taparam depois do nosso aviso, ou porque não contactaram a Infraestruturas de Portugal? Seria importante no comunicado colocar todos os dados.

Refere o comunicado que criamos “confusão no prato identitário de Esposende”, seria importante entender o que se entende como confusão.

No entanto, cabe esclarecer que a Associação pediu a mudança do prato pela simples razão que o mesmo não alcançou os objetivos mencionados pelo presidente da câmara aquando da sua apresentação, o prometido prato que todos iriam degustar em Esposende na realidade nem costa na maior parte dos restaurantes do concelho e nos moldes que foi apresentado.

No inquérito colocado online os resultados falam por si, a maioria dos Esposendenses que nele participaram pediram a sua mudança. Se a câmara acha que o prato se deve manter ou lhe fica a dúvida porque não colocar um inquérito online como o que a Associação colocou – fica a sugestão.

Para terminar, refere o presidente da câmara, Benjamim Pereira, que “É obrigação de todos centrar esforços na resolução dos problemas das pessoas através de uma discussão séria e responsável sobre o futuro da nossa comunidade e do futuro do concelho de Esposende.” Seria importante aqui o presidente da câmara explicar aos Esposendenses quantos problemas foram resolvidos pela plataforma Alerta Cidadãos que a Associação detém, esclarecer como a câmara municipal de Esposende teve conhecimento dos resíduos na costa onde o volume era tal que foi pedida a intervenção da Polis Litoral Norte, ou como teve conhecimento a câmara da falta de vedação em alguns pontos do canal interceptor e assim até 83 alertas enviados.

Sabemos que podemos causar incómodo, porque vamos apresentando medidas inovadoras, estamos atentos e vamos alertando para o que deve ser melhorado no concelho, mas afirmar que um pedido de plano de contingência é irresponsabilidade é algo que certamente não se adequa ao cargo que ocupa.

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