Em 2005, foi mais um agente PSP assassinado no cumprimento do dever, mais um que caiu sem vida em serviço, que deu a própria vida em nome da segurança pública.

Foi a 8 de abril do corrente ano que Euclides Tavares, com 36 anos de idade, ficou em liberdade condicional depois cumpridos apenas 15 anos de prisão pelo homicídio de um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP), na Cova da Moura, na Amadora.

Quatro dias após ter saído em liberdade, Euclides conduzia o carro da sua irmã quando foi interpelado pelas autoridades no IC19 numa operação de fiscalização do cumprimento das normas do estado de emergência devido à pandemia que atingia o nosso País, conforme o Correio da Manhã noticiou na altura, numa das suas edições informativas.

Apesar de algumas irregularidades terem sido detetadas, as forças policiais não encontraram motivos suficientes para uma detenção, pelo que ele lá seguiu o seu caminho.

Bom comportamento encurta pena de prisão

Apesar de libertado do Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira, onde estava detido, 4 anos antes do término da pena, devido ao seu bom comportamento, ficará em condicional até 2024, ano em que perfaz os 19 anos a que foi efetivamente condenado pelo tribunal.

O agente da PSP morto em 2005 com 22 tiros, 6 deles na cabeça, de nome Irineu Jesus Gil Diniz, nasceu e foi criado em Soeiro, do concelho de Vinhais em Bragança. Tinha 33 anos de idade, três irmãos e na altura dos acontecimentos, prestava serviço como agente na esquadra de Alfragide da PSP precisamente há 11 anos.

Por ser o mais velho, tomou para si a responsabilidade de apoiar a família logo após ter perdido o seu pai, tal como o Jornal de Notícias informou na sua edição informativa de 8 de abril de 2020.

Como tudo aconteceu quando Irineu Diniz foi executado

Foi na madrugada de 17 de fevereiro de 2005 que tudo aconteceu. O agente Irineu Diniz e o seu colega Nuno Miguel Saramago estavam a patrulhar no Bairro da Cova da Moura, quando de repente na rua estreita do Chafariz, foram obrigados a recuar o jipe da PSP.

Mas durante essa manobra, um segundo carro ficou atrás deles e foram mesmo obrigados a parar, e de imediato um grupo de indivíduos começou a disparar sem parar contra o jipe e contra os policias, que acabaram por serem atingidos por vários disparos de armas.

No meio de tantos tiros, Nuno Miguel conseguiu fugir com a viatura e escapar ileso. Prontamente se dirigiu para o Hospital Amadora Sintra, mas Irineu, que tinha sido atingido com 22 tiros no seu corpo, não resistiu aos múltiplos e graves ferimentos e acabou mesmo por perder a vida.

Entretanto, os alegados suspeitos colocaram-se logo em fuga e as forças policiais de seguida iniciaram prontamente as buscas para os localizar e deter.

A detenção dos homicidas de Irineu Diniz

Poucos dias depois do homicídio, numa operação policial no Bairro da Cova da Moura foi detido o primeiro suspeito: Euclides Tavares. O seu colega Luís Carlos Santos foi detido também uma semana depois.

Um deles já era evadido da cadeia na altura, onde cumpria pena por homicídio, tendo sido mesmo emitido mandato de captura internacional em nome dele. Mas acabaram por ser a Polícia Judiciária (PJ) e a própria PSP a encontrá-lo na Amadora.

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