Edgar Vieira, técnico de saúde noHospital de Angra do Heroísmo, viu-se de repente a trocar informações com jihadistas portugueses na Síria e no Iraque depois de ter criado uma página narede social Facebook. Atraído pelo dinheiro que lhe prometiam, Edgar chegou aplanear ir até à Síria ou para o Iraque. Contudo, a viagem não se chegou arealizar, pois foi apanhado pelas autoridades portuguesas. Depois de ter sidoinvestigado pela polícia judiciária, o inquérito que tinha sido aberto a propósitodesta questão acabou por ser encerrado, sem que se provasse na prática quetinha contacto com organizações terroristas.

Entretanto veio a saber-se, numaresposta à agência Lusa, que a Procuradoria Geral da República avançou comvários inquéritos para investigar os factos relacionados com o Estado Islâmico, sendo que nos Açores está tudo em segredo de justiça. Esta confirmação por parteda Procuradoria surge depois de o semanário Expresso ter avançado que, pelomenos, dez jihadistas britânicos usaram Portugal como ponto de passagem parachegarem à Síria.

Ao que tudo indica, terão estado escondidos, durante semanas,nos arredores de Lisboa, alegadamente recrutados por uma célula jihadista emLondres, e no topo estarão cinco imigrantes portugueses.

Fábio é um dos nomes mais faladosde ligações portuguesas à jihad na Síria. Ele e outros quatro serão os cabecilhasdesta célula, que desenhou um esquema entre 2012 e 2013 prevendo que os jovensingleses se dirigissem para Lisboa antes de partirem para as fileiras doEstado Islâmico.

Com este plano pretendiam despistar as autoridadesbritânicas. No Reino Unido, Fábio é também já uma figura referenciada e, nasemana passada, voltou a aparecer numadas páginas do Sunday Times, citado com muitas referências em relação à vontadede matar em nome do Estado Islâmico. Fábio é um dos vários portugueses, ouluso-descendentes, que estão na Síria, não se sabe ao certo quantos são estima-seque serão mais de uma dezena e, sabe-se que três deles já morreram na Síria eno Iraque.

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