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O Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) anunciou hoje, 16 de Abril, que a fêmea do lince ibérico encontrado morta em Mértola foi envenenada. Os resultados dos exames forenses já foram enviados para o Ministério Público que decidirá quais os procedimentos seguintes. Nascida em 2013, a lince foi libertada no dia 25 de Fevereiro na zona do Parque Natural de Guadiana, juntamente com o macho Kempo, tendo sido encontrada sem vida a 12 de Março.

Trata-se da fêmea Kayakweru nascida no Centro Nacional de Reprodução de Lince Ibérico, em Silves, e foi lançada à natureza no Parque Natural onde estão outros cinco exemplares da mesma espécie. A lince estava a ser monitorizada, com coleira emissora de rádio, e manifestava um comportamento adequado e de captura de coelhos bravos, considerado normal para a sua espécie.

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Acabaria por ser encontrada morta, numa zona florestal, pela equipa de campo do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas.

O mesmo Instituto revela agora que os resultados da necropsia e dos exames forenses realizados ao cadáver por técnicos da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa concluem que o animal morreu envenenado. Entretanto, dando cumprimento ao Plano de Acção para a Conservação do Lince Ibérico em Portugal, serão realizados vários trabalhos de pesquisa e investigação com vista a detectar alegados venenos existentes no território do Parque Natural do Guadiana. Aquela acção pretende, essencialmente, salvaguardar os restantes linces que por ali habitam.

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Um trabalho a efectuar conjuntamente entre o Instituto da Conservação da Natureza e Floresta e o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana. Uma acção que acumulará com a monitorização permanente que já é levada a efeito pela equipa de campo.

No início de Março, o ICNF inaugurou a temporada de cria de 2015 com a fêmea Biznaga a parir, pela primeira vez, no Centro Nacional de Reprodução em Silves. Nasceram três crias resultantes do acasalamento entre a Biznaga e o macho Drago. Dias depois foi a vez da fêmea Flora ter dado à luz uma cria, seguindo-lhe a Artemisa que trouxe à vida mais uma cria, fruto do seu emparelhamento com o macho Fresco.