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A greve de 24h na Carris, que supera os 70 % de adesão, foi convocada por um de quatro sindicatos do setor, para hoje, em luta contra as "incertezas quanto ao futuro" dos trabalhadores derivado da subconcessão da empresa a privados. A Carris emitiu uma nota em que alerta para "perturbação do serviço de transporte", esta sexta feira, dia 10 de Abril". "A Carris desenvolverá todos os esforços com vista a minorar os inconvenientes da paralisação", assegura essa mesma informação ao cliente. A greve, que teve "início às 03h00", prolonga-se até ao final do último serviço do dia.

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Esta entidade, através de comunicado, informou ainda que em sequência dos serviços mínimos decretados pelo Tribunal Arbitral, estariam em funcionamento "50% do regime normal, as carreiras 703" (Charneca do Lumiar com destino ao bairro de Santa Cruz) "e 751" (Linda-a-Velha em direção à estação de Campolide) e o "serviço de transporte exclusivo para pessoas de mobilidade reduzida". Apesar da greve ter sido apenas convocada por um sindicato, teve o acolhimento dos restantes. Realizou-se durante a manhã um plenário de trabalhadores na estação de Santo Amaro na sede da empresa.

A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS) já emitiu novo aviso de paralisação na Carris para o dia 22 de Abril, com vista a uma exigência para com a entidade patronal pelo "respeito dos Acordos de Empresa", a contratação coletiva, cancelamento do concurso a uma eventual privatização e continuidade da empresa de capitais públicos.

A Associação Sindical do Pessoal de Tráfego da Carris, por seu lado, manifestou-se em defesa da empresa por medidas que defendam os trabalhadores e deixem de parte questões que os separam "por uma Carris unida".

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Relembra que ao longo da sua história "já passou dificuldades", mas que sempre foi uma empresa que deu a volta às situações. Hoje, sexta-feira, estava prevista também greve no Metropolitano de Lisboa, mas acabou adiada para a próxima semana, dia 17 de Abril, por questões de segurança. Os trabalhadores do Metro de Lisboa, Transtejo e Soflusa realizam uma "marcha contra a privatização", no dia 22 de Abril, em Lisboa.