Eusébio da Silva Ferreira vai mesmo ser trasladado para o Panteão Nacional este ano. A Presidente da Assembleia da República confirmou esta quarta-feira, 6 de Maio, que a cerimónia vai decorrer a 3 de Julho, a partir das 19h00. A confirmação surgiu depois da conferência de líderes parlamentares realizada hoje. Assunção Esteves e a Procuradoria-Geral da República interpretam da mesma a forma a ligação entre as leis gerais e a legislação sobre as honras de Panteão.

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Na lei geral, os restos mortais de uma pessoa só podem ser removidos três anos depois do falecimento, o que seria incompatível com a trasladação cerca de ano e meio depois do desaparecimento do "Pantera Negra". Foi decidido, porém, fazer prevalecer as leis excepcionais do Panteão Nacional. No ano passado, a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen recebeu honras de Panteão, ao ser trasladada em Julho.

A trasladação de Eusébio da Silva Ferreira para o Panteão foi aprovada em Parlamento, por unanimidade, no início deste ano.

Eusébio vai receber honras de Panteão em Julho
Eusébio vai receber honras de Panteão em Julho

Os partidos com assento parlamentar concordaram, em Fevereiro último, em homenagear o lendário futebolista. Consideram que tem "estatuto de verdadeiro marco na divulgação e na globalização da imagem e da importância de Portugal" internacionalmente.

Eusébio, o "Pantera Negra"

Quer na selecção nacional, quer no SL Benfica, Eusébio levou a imagem do país bem alto no futebol internacional. Além dos títulos individuais (melhor jogador do Mundo, 1965, duas Botas de Ouro e melhor marcador e melhor jogador do Mundial 1966), ajudou também ao melhor resultado de sempre de Portugal num Mundial (1966) e à conquista de duas Taças dos Campeões Europeus por parte do Benfica (1962/1963 e 1964/1965).

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Eusébio nasceu a 25 de Janeiro de 1942 em Moçambique - então, colónia portuguesa - e chegou ao Benfica em 1960, depois de representar o Sporting de Lourenço de Marques. Na fase final da carreira, rumou a emblemas menores em Portugal e também ao outro lado do Atlântico, onde terminou a carreira no Buffalo Stallions (EUA) em 1979. Depois da vida como jogador, integrou várias equipas técnicas do Benfica e da selecção nacional de Portugal. Faleceu a 5 de Janeiro de 2014, vítima de paragem cardiorrespiratória.

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