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Apesar de a empresa Estradas de Portugal (EP) garantir que os prazos anunciados para a realização das obras no Itinerário Complementar (IC) nº 2 (ex-EN1), na zona de Leiria, estão a ser cumpridos, o certo é que o anúncio do seu início surge depois de a comissão de utentes ter exigido a demissão dos dirigentes e ameaçado com uma marcha lenta e um corte de estrada. É uma nova revolta popular perante a ocorrência de acidentes naquele traçado da principal via rodoviária do país. O que também já tinha originado uma recomendação por parte da Câmara Municipal de Leiria e, mais recentemente, a aprovação de uma moção na Assembleia de Freguesia de Bidoeira de Cima.

Numa nota de imprensa, a EP refere que as obras terão início na próxima quarta-feira, 14 de Maio, depois de o Tribunal de Contas ter atribuído o visto prévio ao respectivo contrato de execução. A empresa garante que aquela data antecipa o "prazo inicialmente previsto e anunciado publicamente". Opinião diferente têm a comissão de utentes do IC2, a Câmara de Leiria, a Assembleia de Freguesia da Bidoeira de Cima e a Comissão Política Distrital do Partido Social Democrata (PSD).

Aliás, o líder distrital do partido do Governo exigiu, logo após a ocorrência de um acidente que vitimou duas pessoas, a demissão dos responsáveis pela empresa Estradas de Portugal.

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"Mentiram-me, prometeram-me obras que já deviam estar a ser feitas", escreveu Fernando Costa, assumindo-se "chocado e revoltado com tantas mortes".

A EP garante que desde sempre desenvolveu "todos os esforços no sentido de proceder rapidamente à execução da obra de requalificação do IC2, entre o quilómetro 124 e o quilómetro 136" em colaboração com as "entidades a nível local" para o "integral cumprimento dos procedimentos e prazos legalmente impostos".

A intervenção, no valor de quase 1,2 milhões de euros, irá abranger o troço entre a intersecção do IC2 com a EN109, na zona de Leiria, e o designado cruzamento do Barracão, no limite Norte do concelho. O projecto prevê a realização de um conjunto de trabalhos com vista à "melhoria das condições de circulação e segurança no IC2" naquele troço com uma extensão de 12 quilómetros, onde será instalado um separador central rígido nos primeiros 2,5 quilómetros.

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Na restante extensão a intervenção contempla uma "melhoria e readequação da sinalização e equipamentos de segurança, a reformulação de algumas intersecções existentes, com o objectivo de eliminar as viragens à esquerda", refere a EP.