A GNR vai, pela primeira vez na sua história, processar um cidadão por uma publicaçãofeita no seu Facebook pessoal. Em comunicado escrito nas Redes Sociais, a GNRportuguesa criticou o comportamento de Susana Soares, que tirou fotografias auma das suas viaturas estacionada numa zona de cargas e descargas, minutosdepois desta ter sido multada pelo mesmo facto. “Vamos até às últimas consequências.Não aceitamos que questionem o bom nome dos militares envolvidos”, lê-se nocomunicado da GNR.

Teremos a nossa liberdade de expressão limitada até nosnossos perfis pessoais?

Na semanapassada, Susana Soares publicou fotografias no seu Facebook de uma viatura daGNR estacionada num local de cargas e descargas, depois de esta ter sidomultada por esse mesmo facto. Segundo o que a própria confessou na sua página de Facebook, passados somente dois minutos depois de lhe terem passado a multa, aGNR estacionou a sua viatura no mesmo local, enquanto os agentes tomavam opequeno-almoço numa pastelaria.

Rapidamente a publicação de Susana indignou echegou a milhares de pessoas. A GNR não gostou da crítica e das fotografiaspublicadas e vai avançar para uma queixa-crime por alegadas injúrias ao bomnome dos militares envolvidos. As redes sociais questionam agora se existemesmo liberdade de expressão e indignação.

“Euerrei, admito, estava mal estacionada em cima da linha amarela destinada paracargas e descargas.

Porém, passados poucos minutos, vejo o carro da GNRestacionado exactamente no mesmo local, sem nenhum agente dentro da viatura.Continuei a caminhar e para meu espanto estavam estes dentro de uma pastelaria atomar o pequeno-almoço, tranquilamente”, lê-se na publicação de Susana Soares,acompanhada de fotografias que comprovavam a infracção cometida pelos agentesda autoridade.

Emresposta à indignação geral dos internautas que afirmam que a GNR raramentecumpre a lei, os agentes visados já comunicaram que vão fazer uma queixa-crimepelas acusações de que estão a ser alvo.

“As fotografias e o comentárioquestionam o bom nome dos nossos militares e, por isso, vamos comunicar este episódioàs entidades competentes para efeitos criminais”, respondeu a GNR também no seuFacebook. A queixa-crime contra Susana Soares será a primeira a ser feita porcausa de uma publicação realizada numa página de Facebook privada. Por issomesmo, milhares de internautas e comentadores já vieram opinar sobre o caso euma questão é levantada de uma forma unânime: Até onde vai a nossa liberdade deexpressão e indignação?

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