O homem que matou a namorada em Ponte de Lima foi formalmente acusado pelo Ministério Público de Viana do Castelo. Depois do Crime, o alegado autor, Luís Catarino, teve medo de ser encontrado e culpado pela morte da namorada, de 32 anos, e resolveu esconder o corpo numa mata. A Procuradoria-Geral Distrital do Porto fez o relato do sucedido, nesta quinta-feira, dia 3 de Setembro, e conta os contornos macabros do crime bárbaro de Ponte de Lima, que chocou a população portuguesa.

Segundo o JN, o julgamento vai agora ser iniciado e terá tribunal de júri, o que raras vezes acontece na Justiça em Portugal, mas foi um pedido do Ministério Público. Luís Catarino arrisca uma pena de até 25 anos de prisão. 

Crime aconteceu em Ponte de Lima

Recorde-se que o crime aconteceu na madrugada de 27 para 28 de Agosto de 2012, quando o homem de 57 anos terá assassinado a namorada, filha de um agente da PSP, que nunca aceitou a relação.

O suspeito já tinha sido preso e cumpriu pena por outros crimes relacionados com o desaparecimento de outras ex-companheiras. Após sair da cadeia o homem conheceu Maria Ernesto, de 32 anos, em Torres Novas. E começaram um relacionamento amoroso que levou a este nefasto desfecho. 

E foi em Ponte de Lima que tudo aconteceu, nessa madrugada de Agosto. O homem terá desferido um golpe fatal na namorada, afectando-lhe a coluna vertebral, o que provocou a morte imediata. Depois ocultou o cadáver, que levou para uma mata isolada de toda a população. Só em Novembro do mesmo ano é que o corpo foi encontrado, por acaso, pela população.

Polícia Judiciária de Braga resolveu o mistério

A Polícia Judiciária de Braga tomou conta da investigação e acabou por chegar ao namorado, já em Setembro de 2013. Desde aí, o homem ficou preso preventivamente, a medida de coação mais gravosa em Portugal.

Os melhores vídeos do dia

O Tribunal decretou, nesta quinta-feira, que Luís Catarino será julgado pelos crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver, furto qualificado e detenção de arma proibida. Com cadastro por crimes de natureza idêntica, o suspeito poderá ser condenado a pena máxima da justiça portuguesa, que são 25 anos de cadeia.